SC tem quatro representantes na final do Prêmio Professores do Brasil - Geral - A Notícia

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Reconhecimento18/11/2017 | 17h57Atualizada em 18/11/2017 | 18h15

SC tem quatro representantes na final do Prêmio Professores do Brasil

Professoras disputam a final em dezembro, mas já vão receber R$ 7 mil cada, viagem a Irlanda, capacitação da Capes, troféu e equipamentos com conteúdos educativos

SC tem quatro representantes na final do Prêmio Professores do Brasil Prefeitura de Joinville/Divulgação
Diana, de Joinville, é uma das professoras reconhecidas Foto: Prefeitura de Joinville / Divulgação
Diário Catarinense
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As professoras Diana Aparecida Feuser Ribeiro, de Joinville; Elisangela Marina de Freitas e Silva, de Florianópolis; Caroline Pereira, de Alfredo Wagner; Josiane Mendes Bezerra, de Bombinhas – todas de Santa Catarina – vão disputar a final do Prêmio Professores do Brasil, em dezembro. Vencedoras da etapa regional, elas já vão receber R$ 7 mil, viagem à Irlanda para participação em programa de capacitação apoiado pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), troféu e equipamentos de informática com conteúdo educativo para as escolas em que trabalham. Agora, elas estão entre os 30 profissionais de todo o país que seguem para a grande final.

A professora Diana, do Centro de Educação Infantil Castelo Branco, foi vencedora na categoria educação infantil/creche com o projeto Sali koman ouye? Entrelaçando as culturas haitianas e brasileiras no processo de adaptação das crianças do berçário I. Ela conta que o projeto surgiu a partir da ideia de atender crianças e a família no momento da adaptação dos pequeninos na escola. Primeiro, foi feita uma reunião com os pais. Além da família de imigrantes haitianos, a professora descobriu que grande parte dos pais vieram de outras regiões do país.

— Fizemos uma pesquisa com eles e, a partir daí, foram propostas diversas atividades para as crianças vivenciarem as diversas culturas e, também, que vivenciassem a rotina que têm em casa, com ajuda de fotos e brinquedos. Fizemos da escola uma extensão da casa, tornando esse período de adaptação mais agradável para as crianças — detalha.

História
Já a professora Caroline Pereira, da Escola de Educação Básica Silva Jardim, foi vencedora da categoria ensino fundamental/quarto e quinto anos com o projeto As aventuras de Eva Schneider. A proposta foi ensinar a história do município de maneira envolvente para os estudantes. 

— Foi baseado na criação de material formado por contos, em que a protagonista Eva Schneider, de 12 anos, vivia diversas aventuras na nossa cidade. Com isso, contava a história e repassava aos alunos princípios éticos. Além de conteúdos como ocupação do território, imigração, indígenas de Santa Catarina, mapas, contos populares, escravidão, animais endêmicos — detalha.

Para isso, foram produzidos textos de diversos gêneros, como contos e histórias em quadrinhos. Sempre utilizando os recursos da sala de tecnologia educacional para a produção do material. 

— O projeto rompeu os muros da escola. Foi amplamente acolhido pelas famílias e nós conseguimos lançar o livro, que está sendo utilizado em outras escolas para ensinar a história do município e da região.

Uma escola da rede municipal de Florianópolis está na final do prêmio Professores do Brasil na categoria de 6º ao 9º ano do ensino fundamental. A prática pedagógica ¿História na ponta dos dedos: a acessibilidade ao conteúdo de pré-história¿, desenvolvida na Escola Básica Municipal Intendente Aricomedes da Silva, na Cachoeira do Bom Jesus, venceu a etapa regional, que reuniu trabalhos do sul do país. O projeto é de autoria da professora de história Elisangela Marina de Freitas e Silva e cujo desafio foi levar o aprendizado para a turma através do toque com os dedos em duas práticas elaboradas: a construção pelos próprios alunos de um painel tátil com massa corrida e areia, representando a arte rupestre, criando textura aos desenhos e uma expedição arqueológica no bosque da escola com identificação de artefatos que caracterizam os diferentes momentos da humanidade. A professora nossos cumprimentos pela iniciativa e aos alunos pelo empenho assumido a partir do estímulo oferecido. Continuamos torcendo por vocês, agora em nível nacional.
Professora Elisângela, de FlorianópolisFoto: Divulgação / Divulgação

Inclusão
A professora Elisangela, da Escola EBM Intendente Aricomedes da Silva, foi a vencedora na categoria ensino fundamental/sexto ao nono ano com o projeto História na ponta dos dedos: a acessibilidade ao conteúdo de pré-história. O objetivo, conta, foi ensinar o conteúdo de pré-história para uma turma de sexto ano, onde havia um estudante cego. 

— O desafio foi levar o aprendizado para a ponta dos dedos de toda a turma. Tocar e experimentar passaram a ser estratégias coletivas. A partir do conceito de desenho universal para aprendizagem, duas práticas foram planejadas: a construção de um painel tátil representando a arte rupestre, feito com massa corrida e areia, criando textura. Em seguida, realizamos uma expedição arqueológica ao bosque da escola, com a caraterização de artefatos dos diversos momentos da humanidade. 

Além de ensinar sobre a pré-história, o projeto ajudou os estudantes a perceber a riqueza de conviver com a diversidade, garante a professora.

7. Josiane Mendes Bezerra no lançamento Costa Esmeralda
Mestre Josiane, que leciona em BombinhasFoto: André Balestra / Divulgação

Pesca
A professora Josiane, da Escola EEB Maria Rita Flor, por sua vez, foi vencedora na categoria ensino médio com o projeto Fazendo e acontecendo: pesca artesanal da tainha

— Esse aprendizado recebeu o formato de escola viva, em que os alunos aprenderam com saberes da tradição local. Na primeira etapa, os estudantes visitaram ranchos de pesca artesanal e aprenderam com os pescadores locais. Na segunda etapa, de pesquisa técnico-científica, compuseram 12 pôsteres, e em cada um foi contada a história da pesca da tainha com o pirão, que é um acompanhamento tradicional. Na terceira etapa, transmitiram os conhecimentos adquiridos.

Em seguida, os pescadores foram homenageados com uma releitura do curta-metragem Antes do Inferno, dedicado a pesca da tainha. 

— O aprendizado dos alunos foi com os laços que eles desenvolveram com a comunidade local. Meu aprendizado foi a escola sem muros, que permite a interação do conhecimento entre comunidade e alunos — destaca.

Da lista dos 30 ganhadores regionais, sairão os nacionais – seis, ao todo, sendo um de cada categoria: educação infantil/creche, educação infantil/pré-escola, ensino fundamental/ciclo de alfabetização, ensino fundamental/quarto ao quinto ano, ensino fundamental/sexto ao nono ano e ensino médio. O anúncio está previsto para a primeira quinzena de dezembro, em cerimônia de premiação.

Especial
Outros 15 professores foram selecionados na categoria temáticas especiais em todo o país. Os vencedores dessa categoria serão premiados de acordo com a área na qual estão inscritos. Entre as premiações, estão uma viagem de uma semana a Londres para participação em atividades educativas, palestras e visitas a museus; R$ 5 mil em dinheiro; e visita ao Núcleo de Alto Rendimento Esportivo de São Paulo.

Concurso
Esta é a décima edição do Prêmio Professores do Brasil, que tem o objetivo de reconhecer e divulgar o trabalho de docentes que contribuam para a melhoria da educação básica, valorizando e estimulando seu papel na formação das novas gerações. Participam do concurso educadores de escolas públicas de todo o Brasil. Além dos prêmios já recebidos, os ganhadores da etapa nacional receberão mais R$ 5 mil cada e troféu. 

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