Pessoas que nunca tiveram dengue não devem tomar vacina contra a doença, diz Anvisa - Geral - A Notícia

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Saúde30/11/2017 | 10h53Atualizada em 30/11/2017 | 10h53

Pessoas que nunca tiveram dengue não devem tomar vacina contra a doença, diz Anvisa

Laboratório produtor do único imunizante aprovado no Brasil apresentou à agência suspeita ainda não conclusiva de que pessoas que nunca tiveram contato com o vírus podem desenvolver formas mais graves da doença caso tomem doses

Pessoas que nunca tiveram dengue não devem tomar vacina contra a doença, diz Anvisa Stock.xchng/Divulgação
Foto: Stock.xchng / Divulgação
Agência Brasil
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A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) divulgou nesta quarta-feira (29) que o laboratório Sanofi-Aventis, fabricante da vacina da dengue, apresentou informações que sugerem que pessoas que nunca tiveram contato com o vírus da dengue podem desenvolver formas mais graves da doença caso tomem a vacina. A vacina Dengvaxia foi aprovada no brasil em 28 de dezembro de 2015  e não é oferecida pelo Programa Nacional de Imunizações.

A suspeita do laboratório, apresentada nesta semana, ainda não é conclusiva, mas, diante do problema, a recomendação da Anvisa é de que a vacina não seja tomada por pessoas que nunca tiveram dengue. Apesar de esclarecer que a vacina por si só não é capaz de desencadear um quadro grave da doença nem induzir ao aparecimento espontâneo da dengue – para isso, é preciso ser picado por um mosquito infectado –, existe a possibilidade de que pessoas soronegativas desenvolvam um quadro mais agudo de dengue caso sejam infectadas após terem recebido o medicamento.

 A bula da vacina será atualizada enquanto a Anvisa avalia os dados completos dos estudos, que ainda serão apresentados pelo fabricante. A vacina da Sanofi, chamada Dengvaxia, é a única aprovada no Brasil. O produto é indicado para imunização contra os quatro subtipos do vírus. Para as pessoas que já tiveram dengue, a Anvisa avalia que o benefício do uso da vacina permanece favorável.

 Por meio de um comunicado, a Anvisa esclareceu que "este risco não havia sido identificado nos estudos apresentados para o registro da vacina na população para a qual a vacina foi aprovada". A agência informou que, antes do registro, os efeitos da imunização foram estudados em mais de 40 mil pessoas em todo o mundo, e que as pesquisas seguiram os padrões estabelecidos por guias internacionais da Organização Mundial da Saúde (OMS).

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