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Estudo dinamarquês15/11/2017 | 09h49Atualizada em 15/11/2017 | 09h49

Pesquisa mostra relação entre psoríase e felicidade

Doença crônica traz impacto negativo para vida dos pacientes

Pesquisa mostra relação entre psoríase e felicidade Fernando Gonda/Arte ZH
Foto: Fernando Gonda / Arte ZH

Você já parou para pensar em quanto uma doença afeta o seu estado de espírito? Uma pesquisa feita na Dinamarca tentou responder essa pergunta focando em pacientes com psoríase, problema crônico que se manifesta na pele e que atinge mais de 125 milhões de pessoas no mundo. 

Realizado pelo Instituto de Pesquisa da Felicidade em parceria com o LEO Innovation Lab, o Relatório Mundial sobre Psoríase e Felicidade ouviu mais de 121 mil pessoas em 184 países, entre eles o Brasil. Aqui, foram entrevistados mais de 10 mil pessoas, metade homens e a outra metade mulheres.  

Divulgado em outubro, o levantamento colocou o país na quarta colocação mundial no ranking de felicidade entre pessoas com a doença de leve a grave — México, Colômbia e Espanha ficaram com as primeiras posições. Considerando somente aqueles com psoríase leve, o Brasil ficou na 10ª colocação geral. Os casos moderados renderam ao país a quinta posição, enquanto os graves nos deixaram na sexta colocação mundial. 

— Independentemente de ser leve ou na forma extensa, quando você aplica um questionário, vê o quanto a doença interfere na vida do paciente. Em jovens com psoríase, o impacto negativo deixa-os muito menos felizes. Na comparação entre países, o que eu sinto é que o brasileiro tem espírito guerreiro, que encara mais situação — avalia Marcelo Arnone, coordenador do Ambulatório de Psoríase do Hospital das Clínicas de São Paulo. 

Outro ponto que a pesquisa levantou foi a relação entre a doença e os sexos. Entre as mulheres, 54% declarou que sofre de ansiedade e tensão psicológica. Ao analisar os homens, o percentual caiu para 28%. Embora não bata o martelo em nenhuma justificativa para esse índice, Arnone sugere que o fato de as mulheres serem mais vaidosas possa interferir no resultado. 

Apesar de ter uma população doente feliz, 69% dos brasileiros acreditam que falta conscientização pública sobre a doença. 

— Nossos dados indicam que o impacto negativo de doenças crônicas podem estar fora do radar das autoridades de saúde, uma vez que as sociedades estão deixando as pessoas que sofrem para trás —diz Meik Wiking, CEO Instituto de Pesquisa de Felicidade.

A doença 

A psoríase é uma doença de pele, inflamatória e crônica, ou seja, se a pessoa tem, a carrega para o resto da vida. Sem cura, o problema só pode ser controlado. 

— Nosso objetivo é controlar a doença, deixando o paciente sem lesão ou diminuindo a inflamação — explica Arnone, acrescentando que um terço dos casos evolui para artrite psoríasica, comprometendo as articulações. 

Conforme o especialista, há predisposição genética para a doença, contudo, questões emocionais podem desencadear as lesões vermelhas e descamativas. Sabe-se que quem tem psoríase apresenta maior risco de desenvolver doenças associadas como cardiovasculares, diabetes, infarto e acidente vascular cerebral. 

— Não se sabe ao certo o motivo, mas acredita-se que, como a pessoa tem uma inflamação crônica em um órgão grande, isso pode favorecer outras doenças que compartilham os mesmo mecanismos de desenvolvimento — diz Arnone. 


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