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Transportes08/11/2017 | 20h34Atualizada em 08/11/2017 | 20h41

Novo procedimento de pouso começa a operar nesta quinta-feira no aeroporto de Joinville

Sistema RNP-AR, que possibilita maior segurança e eficiência nos pousos, passa a ser adotado no Lauro Carneiro de Loyola por uma das companhias aéreas

Novo procedimento de pouso começa a operar nesta quinta-feira no aeroporto de Joinville Divulgação/Divulgação
Foto: Divulgação / Divulgação

O  Aeroporto Lauro Carneiro de Loyola contará com um novo procedimento de pousos a partir desta quinta-feira, em Joinville. Trata-se da Performance de Navegação Requirida – Autorização Requerida (RNP-AR), que será utilizada para a chegada do voo 3091, da empresa Latam, que deve pousar no terminal por volta das 14 horas. O procedimento promete diminuir o número de voos que não conseguem acessar o aeroporto por causa das condições climáticas, gerando mais segurança e eficiência para as operações.

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A unidade joinvilense estava autorizada a receber voos com o procedimento RNP-AR desde 2013. Naquela ocasião, o modelo apareceu como uma alternativa para melhorar as condições do aeroporto enquanto o Instrument Landing System (ILS) não era instalado. No entanto, as companhias aéreas demoraram para conseguir a homologação das aeronaves e tripulações para poder operar. Até o momento, apenas a Latam está autorizada a utilizar o procedimento no aeroporto de Joinville.

O superintendente da unidade, Rones Rubens Heidemann, explica que o RNP-AR é um procedimento com tecnologia totalmente embarcada, que opera por meio de satélites e sem a necessidade de  equipamentos instalados no solo. É um novo procedimento no país que foi autorizado para aeroportos de poucas cidades até o momento, como Rio de Janeiro, Londrina e Navegantes. De acordo com Rones, com esse equipamento, Joinville se coloca na vanguarda, já que os demais aeroportos devem implantar o mesmo modelo dentro de um curto prazo de tempo.

– Ele vai fazer com que o aeroporto se torne ainda mais eficiente e seguro. Também será extremamente confiável em questões de equipamentos de auxílio à navegação aérea – garante.

O Lauro Carneiro de Loyola conta com duas cabeceiras para pousos e decolagens, que serão beneficiadas pelo RNP-AR. Atualmente, cerca de 60% dos pousos são realizados pela cabeceira 33, porcentagem que chegava a 95% antes da homologação de outro equipamento, em outubro do ano passado. A expectativa da superintendência do aeroporto é de que o novo procedimento faça com que cada uma das cabeceiras receba metade das chegadas de voos.

– Já são poucos os voos que não conseguem pousar aqui, mas com esse novo procedimento, a nossa expectativa é de que diminua esse percentual de forma significativa. Eu imagino que uma aeronave não vai pousar em Joinville apenas em uma situação extrema, como aquelas trovoadas de verão com muito vento e chuva, ou em uma situação de inverno com nevoeiro muito denso, o que é bastante raro nessa região do aeroporto – diz. 

O equipamento também deve minimizar as arremetidas e ajudar nos voos noturnos que pousam na cabeceira 15. Com descidas mais lineares, o RNP-AR gera economia de combustível às companhias aéreas e menos emissão de gás carbônico. O tempo de voo também pode diminuir. Uma viagem entre Congonhas e Joinville pode ser cinco minutos mais rápida.

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Autoridades comemoram o novo procedimento

O secretário de Planejamento Urbano e Desenvolvimento Sustentável, Danilo Conti, acredita que a utilização do RNP AR dará mais conforto para o usuário do aeroporto de Joinville, além de acabar com a fama da unidade de fechar por questões climáticas e operacionais. Segundo ele, o Lauro Carneiro de Loyola será um dos mais modernos do País a nível operacional de pista após o início do uso do novo procedimento.

- Isso dá uma operação menos custosa de voos para as companhias aéreas quando operam em Joinville. É determinante porque dá uma perspectiva de futuro saudável para o aeroporto, que é um objeto importantíssimo de captação de investimentos para a cidade - afirma.

O presidente da Associação Empresarial de Joinville (Acij), Moacir Thomazi, diz que o aeroporto recebeu uma série de melhorias nos últimos anos que solucionaram os problemas do terminal.  Segundo ele, o número de voos cancelados caiu drasticamente e o tempo de voo foi reduzido, com benefícios para passageiros e companhias aéreas. A expectativa agora é de que o RNP AR também gere avanços para a unidade.

- Um importante trabalho vem sendo  feito para dotar o aeroporto das melhores condições possíveis de conforto e segurança. O início das operações do RNP AR é mais uma etapa significativa.  Precisamos que a população confie no terminal e o utilize preferencialmente - defende.

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