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Segurança15/11/2017 | 12h37Atualizada em 15/11/2017 | 16h57

Grande quantidade de armas é localizada dentro da Penitenciária de Joinville

Material estava escondido em canteiro da unidade prisional

Grande quantidade de armas é localizada dentro da Penitenciária de Joinville Divulgação/Divulgação
A DEAO localizou 27 facas, quatro facões, armas e munições Foto: Divulgação / Divulgação
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Uma grande quantidade de armas foi localizada na Penitenciária Industrial de Joinville. Na manhã da última terça-feira, 14, o Departamento de Administração Prisional (DEAP) recebeu a informação de que o armamento seria entregue na unidade. No local, a DEAP localizou 27 facas, quatro facões, duas pistolas e 70 munições.

A Penitenciária Industrial da cidade é considerada uma das mais seguras e modelo no sistema prisional da região. O material apreendido será encaminhado para a Polícia Civil  que, por meio da Divisão de Investigação Criminal (DIC), irá investigar o caso.

O material estava escondido em um canteiro, no pátio interno da penitenciária. A principal suspeita é de que tenham entrado na unidade prisional dentro de caminhões que fazem a carga e descarga de materiais no local. De acordo com o diretor da unidade, João Renato Schütter, 'as armas foram interceptadas antes de entrarem na cadeia, trabalho que evitou uma tragédia na unidade. Esta, se não for a maior é uma das maiores apreensões de armas tentando ser inseridas dentro de uma unidade prisional catarinense'.

Em nota, a Secretaria de Estado da Justiça e Cidadania (SJC) informou que foi concluída com êxito a operação de revista realizada por equipes especializadas do Deap (CAP, SOE,GTI), da Secretaria da Justiça (DINF, GOGER) e agentes penitenciários de diversas unidades de todo o Estado, na terça-feira, na Penitenciária de Joinville, após os servidores da unidade localizarem armas brancas e 2 armas de fogo, impedindo assim o ingresso dos objetos na parte interna das galerias.

"Nesta quarta-feira, a Penitenciária Industrial de Joinville seguiu sua rotina e a Secretaria da Justiça e Cidadania enaltece o comprometimento e o profissionalismo de todos os servidores e agentes envolvidos, o que certamente contribuiu para o sucesso da operação”, informa a nota oficial. 

Apreensão de armas na penitenciária industrial de Joinville
Duas pistolas calibre 380 também estavam escondidas nos canteiros da unidade prisionalFoto: Divulgação / Divulgação

Por segurança, visitas foram suspensas

Durante a terça-feira, as visitas sociais aos apenados foram suspensas. Em nota enviada à NSCTV, o juiz João Marcos Buch informou que o fato 'ocorreu extraordinariamente por motivo de segurança'. Com a localização do armamento, as famílias não puderam ver os presos até que todos os espaços fossem verificados. A situação já foi normalizada.

Buch também assegurou que existem conflitos existentes entre os 'grupos para-estatais' que nasceram dentro do sistema carcerário brasileiro, 'face à ausência do Estado em cumprir a Constituição e a lei e proporcionar o mínimo existencial para se viver nas prisões'.  

No texto, ele declara que quase todas as cadeias brasileiras estão em situações de miséria, 'resultado de políticas de segurança pública historicamente equivocadas e que pretendem reduzir a violência apenas com policiamento e mais prisões, sem se atentar para a necessidade de investimento no sistema prisional e especialmente para a atenção ao jovem, com fomento à educação, trabalho, saúde, moradia e oportunidades que os retirem da margem e os integrem na vida cidadã'.

O magistrado também afirma que as unidades prisionais não são ilhas, e o que ocorre em uma determinada região reflete nas outras, 'aquelas poucas unidades que ainda se mantem mais próximas do que a lei determina, com trabalho, estudo, saúde, etc., - como é o caso da Penitenciária Industrial de Joinville- acabam sofrendo as consequências de todo esse estado de coisas. Enquanto essas políticas não forem revistas, a violência continuará'.

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