"Vi muita gente chorando nas ruas perto dos prédios caídos", diz joinvilense que mora na Cidade do México - Geral - A Notícia

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Fenômeno climático20/09/2017 | 08h48Atualizada em 20/09/2017 | 08h48

"Vi muita gente chorando nas ruas perto dos prédios caídos", diz joinvilense que mora na Cidade do México

Terremoto de magnitude 7.1 deixou centenas de mortos e feridos

"Vi muita gente chorando nas ruas perto dos prédios caídos", diz joinvilense que mora na Cidade do México Arquivo Pessoal/Arquivo Pessoal
Joinvilense Isabella Tureck e Thiago Pinto relatam momentos do terremoto no México Foto: Arquivo Pessoal / Arquivo Pessoal

Um joinvilense que trabalha na Cidade do México vivenciou, nesta terça-feira, o pavor do terremoto de magnitude 7.1 que deixou centenas de mortos e feridos. Pelo menos 19 cidades mexicanas foram atingidas pelo tremor de terra que derrubou várias casas e prédios e soterrou inúmeras pessoas. Até a 1h30 desta madrugada (23h30 na Cidade do México), 149 pessoas haviam sido encontradas mortas por causa do terremoto.

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Thiago Pinto, 32 anos, que atua como supervisor de serviço técnico da Kavo Kerr, empresa que desenvolve produtos e tecnologias dentárias e tem parque fabril instalado em Joinville, passou ileso pelo fenômeno da natureza. A joinvilense Isabella Tureck, 26, que é gerente de marketing na mesma empresa, também nada sofreu e está na casa de Thiago porque o apartamento dela, localizado na colônia Del Valle, teve rachaduras nas paredes.

AN” conversou com Thiago na noite desta terça-feira, horas depois do tremor, quando ele já estava em casa, em um prédio localizado na colônia Escandon. Nessa região, Thiago disse que algumas moradias desabaram, mas que o prédio em que mora nada sofreu na parte estrutural.

Confira a entrevista feita com Thiago pelo aplicativo Messenger. Ele tranquilizou os parentes e amigos que estão em Joinville. Disse que, apesar do susto, estava bem, assim como Isabella, e que embora esteja preocupado pela eventual ocorrência de novos tremores (réplicas), que não pretende abandonar o trabalho e voltar para a sua cidade-natal neste momento.

— Minha mãe e meus amigos querem que eu vá embora, mas pretendo antes concluir o meu trabalho aqui — avisa.

Prédio na Cidade do México após terremoto de magnitude 7.1
Rachaduras apareceram no prédio onde Isabella mora Foto: Arquivo Pessoal / Arquivo Pessoal

 Confira entrevista:

A Notícia — Hoje (terça-feira) era uma data marcante para o povo mexicano devido a outro grande terremoto que atingiu a cidade há 32 anos. Você estava preparado para isso?
Thiago Pinto — Na verdade, às 11 horas desta terça-feira, a gente fez uma simulação na empresa para saber o que fazer e como agir em caso de um novo terremoto. O México inteiro faz essa simulação todo dia 19 de setembro por que é a data que ocorreu um dos maiores terremotos da história do País. Fizemos isso na empresa, o que ajudou muita gente a não entrar em desespero e fazer correria para descer o prédio no momento do tremor. 

AN — Você já tinha passado por algo parecido?
Thiago —
Na semana passada, minha mãe (Sandra) esteve aqui me visitando e houve um terremoto forte, de (magnitude) 8.1, a meia noite. Ela acordou assustada, mas foi rápido e não causou muitos estragos na cidade. Foi o primeiro susto que passei.  Agora, caíram prédios, escolas, foi muito tenso. Vi muita gente chorando nas ruas perto dos prédios caídos e recebendo informações da morte de familiares. Foi bem triste.

AN — Como foi que tudo aconteceu?
Thiago
— Eu estava trabalhando na oficina quando o prédio começou a balançar. Muitas pessoas começaram a gritar “terremoto”, “terremoto”. A gente, então, encostou em uma parede. Algumas pessoas já tinham passado por situações parecidas e elas nos acalmaram. Aguardamos na parede enquanto a estrutura do prédio todo balançava muito. Havia muito ruído e ficamos ali, parados, por 32 segundos. Depois, quando as coisas acalmaram um pouco, descemos as escadas para deixar o prédio.

AN — Você mora em que região da cidade exatamente?
Thiago
— A colônia Escandon é na Cidade do México, uma região bem crítica e que há 32 anos foi devastada por outro terremoto. À época, caiu tudo aqui, prédios e casas. Foi uma área  bastante castigada. Moro em um prédio novo, que ficou intacto. As aulas aqui foram suspensas, não vamos trabalhar amanhã (quarta-feira). Vamos esperar um posicionamento da prefeitura para retomar a nossa rotina.

AN — Depois desse susto, você pensa em voltar para o Brasil em breve?
Thiago
— Apesar de tudo o que aconteceu, a gente está fazendo um trabalho especial aqui no México faz um ano e pretendo continuar com ele por mais algum tempo. Mesmo com o susto, quero concluir o meu trabalho. É claro que um dia vou voltar para o Brasil, principalmente quando a gente pensa na comida e em outras coisas boas, mas pretendo antes terminar o meu trabalho para depois voltar. O terremoto não me abalou em nada.

AN — E agora, a situação está mais tranquila?
Thiago
— Sim, a situação está tranquila, mas tem muita gente nas ruas ainda. Existe o temor pelas réplicas, pois após os terremotos, elas podem vir com a mesma intensidade. Estou no meu apartamento com a minha amiga, estamos bem, mas com certeza não vou dormir nesta noite. Se tiver as réplicas, estamos prontos para sair correndo.

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