Manifestantes pedem continuidade das aulas em escola quase centenária de São Francisco do Sul  - Geral - A Notícia

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Educação18/09/2017 | 17h45Atualizada em 18/09/2017 | 18h06

Manifestantes pedem continuidade das aulas em escola quase centenária de São Francisco do Sul 

Pais, alunos, professores e funcionários da Escola Felipe Schmidt, que passa por reformas há mais de dois anos, temem que a transferência programada pela Gered para 2018 seja definitiva 

Manifestantes pedem continuidade das aulas em escola quase centenária de São Francisco do Sul  Nelise Almeida, Divulgação/
Comunidade escolar da Felipe Schmidt protestou na manhã desta segunda-feira Foto: Nelise Almeida, Divulgação

Pais, alunos, professores e funcionários da Escola de Educação Básica Felipe Schmidt realizaram uma manifestação, na manhã desta segunda-feira, em São Francisco do Sul, por causa da possibilidade de fechamento da unidade de ensino. Pelo menos 400 pessoas participaram do protesto, que teve início em frente à escola e passou pelas sedes da Secretaria Municipal de Educação e da Prefeitura.

Os manifestantes pediram garantias de que tanto o ensino básico quanto o ensino médio serão mantidos no próximo ano e ganharam o apoio de alguns vereadores.

Prestes a completar cem anos de fundação — atingirá essa marca em 2018 —, a Felipe Schmidt tem 542 alunos matriculados e é a escola mais antiga de São Francisco do Sul. Ela passa por reformas há dois anos e quatro meses, e o governo do Estado, por meio da Agência de Desenvolvimento Regional (ADR) de Joinville, já liberou R$ 2,3 milhões para a unidade. A ADR informa ainda que a quadra coberta que será construída no terreno ao lado da unidade custará R$ 533 mil.

— Nosso objetivo era o de mobilizar a população e acho que conseguimos. Agora, vamos aguardar o posicionamento da Prefeitura — diz a professora Nelise Almeida, que tem dois filhos matriculados na escola.

Financiadas pelo Banco Nacional de Desenvolvimento (BNDES), as obras na Felipe Schmidt devem ser concluídas até o final do primeiro semestre do ano que vem. Por isso, no início de 2018, os alunos do ensino médio da escola serão transferidos para outra unidade, a Escola Santa Catarina, o que vem gerando protestos e desconfiança da comunidade escolar. Os pais e alunos entendem que isso não é necessário, pois desde que obras começaram, elas ocorreram paralelamente às atividades normais. Além disso, os pais questionam a capacidade da Escola Santa Catarina para receber os alunos da Felipe Schmidt.

A gerente da Gerência Regional de Educação (Gered), Lorena Rothbarth, explica que concentrando os alunos do ensino médio em uma escola que atende somente a esta demanda, o setor de infraestrutura poderá avançar na obra porque a escola terá menor número de estudantes. A unidade funciona de manhã e à tarde, com alunos do quinto ano do ensino fundamental ao terceirão, sendo 276 do ensino médio.

— As obras da fachada da escola foram executadas, mas será necessário um trabalho interno que envolve as salas de aula — explica o engenheiro Fabiano Lopes, da ADR. 

Uma empresa já executa a obra da quadra (74% concluída) e outra detém o contrato para a restauração (69% concluída). Essa segunda empresa perdeu a todas as certidões negativas de débito e terá o contrato rescindido. Por essa razão, neste momento, as obras de restauro estão paralisadas e voltam ao normal assim que ocorrer a definição de nova empresa por meio de licitação.

Conforme a ADR, o projeto de restauro prioriza um antigo sistema de ventilação subterrânea e terá o assoalho recuperado, bem como, as telhas francesas. Os tijolos maciços serão reaproveitados e o forro em PVC voltará a ser de madeira. Os balaústres e lambrequins danificados, uma característica da fachada da escola, também passam constam na recuperação.

O projeto foi analisado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) como forma de manter as caraterísticas originais do prédio. Um setor da escola com salas está pronto, a restauração da fachada também, depois vem à fase de reparos internos. A reforma contempla ainda rampas para acessibilidade, melhorias nas instalações hidrossanitárias, instalação de para-raios e sistema de prevenção a incêndio exigido pelo Bombeiro Militar. Na área externa, paisagismo com canteiros, bancos e plantio de grama.

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