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Operação Ouvidos Moucos14/09/2017 | 10h30Atualizada em 14/09/2017 | 10h30

Irregularidades na UFSC começaram no curso de Física, segundo a CGU

Docentes, empresários e funcionários de fundações parceiras teriam atuado para o desvio de bolsas e verbas de custeio por meio de concessão de benefícios a pessoas sem vínculo com a universidade

Irregularidades na UFSC começaram no curso de Física, segundo a CGU Cristiano Estrela/Agência RBS
Foto: Cristiano Estrela / Agência RBS
diario catarinense

As irregularidades investigadas pela Polícia Federal (PF) na Operação Ouvidos Moucos, deflagrada nesta quinta-feira com foco na Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), iniciaram no curso de Licenciatura em Física. A informação é da Controladoria Geral da União (CGU), que fez auditorias junto com o Tribunal de Contas da União (TCU).

O esquema logo teria se expandido para outros cursos oferecidos pelo Programa Universidade Aberta do Brasil (UaB), oferecido pela UFSC para capacitar professores da rede pública de ensino em regiões afastadas e carentes do interior do país. O reitor da universidade, Luiz Carlos Cancellier de Olivo, foi detido nesta manhã. Nenhum dos presos havia chegado na sede da Superintendência da PF em Florianópolis até as 9h.

A CGU diz que investigação apontou para uma atuação conjunta de "empresários, professores (especialmente os do Departamento de Administração, um dos que recebe maior volume dos recursos destinados ao Ead da Universidade) e funcionários de instituições de ensino e de fundações de pesquisa e extensão acadêmica parceiras".

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A operação

Cerca de 100 policiais federais cumprem mandados judiciais expedidos pela 1ª Vara da Justiça Federal em SC, sendo 16 mandados de busca e apreensão, sete mandados de prisão temporária e cinco mandados de condução coercitiva, além do afastamento de sete pessoas das funções públicas que exercem.

A assessoria de gabinete disse que uma reunião do colegiado na manhã desta quinta-feira vai definir os próximos passos. Cancellier estava fora do país até ontem (quarta-feira). O assessor dele Áureo Moraes informou que "todos estão surpresos". O diretor de segurança institucional da universidade acompanhou o cumprimento dos mandados no campus.

Os mandados estão sendo cumpridos em Florianópolis, Itapema e Brasília. As investigações começaram a partir de suspeitas de desvio no uso de recursos públicos em cursos de Educação à Distância oferecidos pelo programa Universidade Aberta do Brasil (UAB). Os repasses totalizam cerca de R$ 80 milhões.

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