'Governo só apaga incêndios', diz juiz sobre ameaça ao serviço terceirizado na Penitenciária de Joinville - Geral - A Notícia

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Sistema prisional22/09/2017 | 20h25Atualizada em 22/09/2017 | 20h26

'Governo só apaga incêndios', diz juiz sobre ameaça ao serviço terceirizado na Penitenciária de Joinville

Empresa que administra a unidade anunciou suspensão dos serviços por falta de pagamento

'Governo só apaga incêndios', diz juiz sobre ameaça ao serviço terceirizado na Penitenciária de Joinville Salmo Duarte/Agencia RBS
João Marcos Buch é corregedor do sistema prisional da comarca Foto: Salmo Duarte / Agencia RBS

Em Joinville, há 200 funcionários contratados pela Montesinos Sistemas de Administração Prisional trabalhando na Penitenciária Industrial. Entre eles, há advogados, médicos, psicólogos, dentistas, enfermeiros, assistentes sociais, professores e agentes de controle — estes últimos, também chamados de agentes penitenciários, são os profissionais que atuam diretamente com os detentos. Com o fim das atividades da empresa terceirizada, também podem ser suspensos os serviços de alimentação, medicamentos, uniformes, roupas de cama e kits de higiene fornecidos aos detentos, assim como a manutenção predial.

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O Sindicato dos Vigilantes de Joinville emitiu um comunicado dizendo que está à disposição dos vigilantes para solucionar a falta de repasse de verba do Governo do Estado e para garantir a continuidade do serviço prestado ao sistema prisional. A Secretaria de Justiça e Cidadania do Estado diz que todos os serviços feitos nas unidades estão garantidos e que está trabalhando para a manutenção dos contratos com a empresa.

O juiz João Marcos Buch, da 3ª Vara Criminal de Joinville e corregedor do sistema prisional da comarca, afirmou que não havia sido informado sobre os problemas enfrentados pela empresa terceirizada responsável pela administração da penitenciária. Ele demonstrou consternação com o anúncio da Montesinos, principalmente diante da complexidade que o trabalho em um complexo prisional demanda.

— A Penitenciária de Joinville é tomada como modelo de excelência pelo Governo do Estado. É incompreensível que tenham deixado chegar a esta situação  — analisa Buch.

O magistrado afirma que, nos cinco anos em que está à frente da comarca, pode acompanhar pessoas dedicadas ao trabalho no sistema prisional da região, com profissionais trabalhando a mais para tentar amenizar o sistema caótico que ele se tornou. No entanto, não enxerga a mesma diligência na gestão pública.

— Não vejo uma política de Estado que aponte caminhos futuros, pensando em políticas públicas para daqui a um ano, cinco, dez anos. Tenho certeza que este problema [da empresa terceirizada] será resolvidos, mas o Governo do Estado só apaga incêndios. Isso leva a situações como esta que nos encontramos — avalia ele.

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