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Opinião21/07/2017 | 15h05Atualizada em 21/07/2017 | 15h17

Sobre a polêmica das ciclovias: 'Aqui não é Copenhague, é Joinville'

Em artigo opinativo, arquiteto e urbanista fala sobre a Cidade das Bicicletas

Sobre a polêmica das ciclovias: 'Aqui não é Copenhague, é Joinville' Maykon Lammerhirt/Agencia RBS
Ciclofaixa da rua Lages gerou polêmica entre moradores da região Foto: Maykon Lammerhirt / Agencia RBS
Luiz Fernando Hagemann e arquiteto urbanista
Luiz Fernando Hagemann e arquiteto urbanista

luizfernandohgm@me.com

Recentemente Joinville foi 'atingida' por mais uma ação surpresa do PlanMOB: uma ciclofaixa apareceu na Rua Lages, de forma inesperada para uma parte da população. A reação dos moradores ficou dividida: de um lado, aqueles que apoiam a iniciativa e pleiteiam uma divisão mais justa do espaço; e do outro, aqueles que argumentam o aparente prejuízo aos comerciantes a aos moradores pela redução de número de vagas de estacionamento na rua. E nesse debate aquecido, uma velha frase reapareceu: 'Aqui não é Copenhague'.

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Pois bem, já que a tão repetida afirmação ressurge ao debate é importante estudar a origem da 'Cidade Mundial das Bicicletas'. Assim como Joinville, Copenhague sempre teve uma forte relação com as bicicletas: as décadas de 30 a 60 foram marcadas pelo uso intenso desse veículo de transporte por todas as classes sociais. Todavia, o uso das magrelas decaiu nos anos seguintes em função do aumento do número de carros circulando pelas ruas.

E eis que vem a mudança: nas décadas de 70 e 80 a população dinamarquesa começou a notar os efeitos maléficos do uso intenso do automóvel. Os conflitos com a segurança viária - em especial ao tráfego de pedestres e ciclistas - tornou-se claro e por fim, a população demandou mudanças no planejamento urbano da cidade.

Mas retornando a nossa cidade, Joinville, que não é Copenhague, mas também é conhecida como a Cidade das Bicicletas, principalmente devido aos cerca de 30% de seus habitantes usando a zica em seus deslocamentos diários na década de 1970. O planejamento urbano de Joinville não inova e não surpreende ao introduzir estrutura cicloviária à cidade, apenas devolve aos joinvilenses a chance de pedalar por sua cidade, e, ainda, lembrá-los que o espaço urbano pertence a todos e deve ter uma divisão mais justa entre modos.

É visível que a rede cicloviária existente não é perfeita, tão pouco completa. Entretanto, o Plano Diretor de Transportes Ativos, trouxe de forma clara a visão do município para o modal e para o futuro da cidade. E, quem sabe um dia, poderemos ter novamente elevados índices do uso do modal.

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