Salário inicial dos catarinenses tem crescimento abaixo da média nacional no último semestre - Geral - A Notícia

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Caged19/07/2017 | 20h28Atualizada em 19/07/2017 | 20h28

Salário inicial dos catarinenses tem crescimento abaixo da média nacional no último semestre

Em Santa Catarina, a exemplo da realidade nacional, a remuneração inicial das mulheres ainda é expressivamente mais baixa do que a dos homens

Diário Catarinense
Diário Catarinense

A média do salário inicial dos trabalhadores catarinenses não acompanhou o crescimento nacional no primeiro semestre de 2017. Enquanto a média dos salários de admissão aumentou 3,52% no país, em relação aos seis primeiros meses do ano passado, em Santa Catarina a elevação ficou em 3,08%. Em ambos os casos, o percentual não repõe a inflação do período, que foi de 3,6%.
Os dados são do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) do Ministério do Trabalho. 

Os outros Estados do Sul também tiveram melhor resultado no crescimento médio dos salários de admissão: no Paraná, a alta foi de 3,39%, enquanto no Rio Grande do Sul o aumento foi de 3,63%. Por outro lado, o salário inicial dos catarinenses é o quarto mais valorizado do Brasil em números absolutos. Cada trabalhador de Santa Catarina recebe, em média, R$ 1.447,60 de remuneração inicial. 

Os valores de admissão mais altos estão em São Paulo (R$ 1.696,73), seguido do Distrito Federal (R$ 1.570,17) e do Rio de Janeiro (R$ 1.567,70). Em Santa Catarina, a exemplo da realidade nacional, o salário inicial das mulheres ainda é expressivamente mais baixo do que o dos homens. As mulheres catarinenses ganham, em média, R$ 1.337,28 quando começam a trabalhar numa empresa. Já os homens têm remuneração inicial de R$ 1.531,46. Ou seja, a média salarial masculina é R$ 194,18 maior na contratação inicial.

As mulheres catarinenses só têm ligeira vantagem na variação entre os semestres comparados: o salário inicial delas teve alta de 3,81%, enquanto o dos homens cresceu 2,61%. O desempenho geral de Santa Catarina nos dados do Caged não chega a ser preocupante, avalia o economista e supervisor técnico do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) no Estado, José Álvaro Cardoso. 

As diferenças de crescimento em relação à média nacional e aos outros Estados do Sul, diz Cardoso, não é muito significativa. Os valores absolutos, aponta o economista, têm maior relevância para efeito comparativo. E, nesse caso, os catarinenses têm vantagem em relação ao Paraná e ao Rio Grande do Sul.
Segundo Cardoso, a vocação industrial de Santa Catarina é outro fator a ser considerado na análise dos números.

—Entre os Estados do Sul, SC é o mais industrializado, onde as indústrias têm o maior percentual sobre a composição do PIB. Como a crise é mais forte na indústria, os Estados com maior ênfase nesse segmento sofrem mais — analisa.

O PIB do Estado, completa o economista do Dieese, também foi mais abalado do que a média nacional entre 2015 e 2016.

Salários nivelados por baixo

Embora sinalize para uma aparente valorização da mulher no mercado, o crescimento mais acentuado do salário inicial feminino no Estado e no país é parte de um contexto menos animador. Na avaliação do economista José Álvaro Cardoso, trata-se de um benefício relativo, resultado da tendência de nivelamento salarial por baixo. 

—Tem relação com o fato de que os salários mais altos, pagos aos homens, sofrem mais os efeitos da taxa de desemprego no momento de crise. É a política de achatar os salários. O importante seria nivelar os salários por cima, não por baixo — reforça. 


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