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Segurança20/07/2017 | 18h41

PM suspeito de matar colega em Joinville deve ser transferido

Ele está alocado em Garuva, mas será encaminhado para unidade em São Francisco do Sul

PM suspeito de matar colega em Joinville deve ser transferido Maykon Lammerhirt/Agencia RBS
Crime ocorreu no dia 31 de maio Foto: Maykon Lammerhirt / Agencia RBS
Gabriela Florêncio
Gabriela Florêncio

gabriela.florencio@an.com.br

O policial militar suspeito de matar outro PM em um motel em Joinville deve ser transferido à unidade de São Francisco do Sul. Atualmente, Anderson Dieymes David está alocado na guarnição da cidade de Garuva. O suspeito, que estava preso preventivamente no 8° Batalhão de Polícia Militar desde o dia do crime, em maio deste ano, foi solto após um habeas corpus na terça-feira.

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Segundo o subcomandante do 27º Batalhão da PM, major Jailton Franzoni de Abreu, o policial foi levado de Garuva para a sede da unidade à qual já pertencia. A medida foi tomada porque Anderson precisa obedecer a algumas determinações enquanto aguarda o julgamento do processo em liberdade. Para cumprir essas restrições judiciais, o profissional será realocado no setor administrativo do batalhão.

— Ele tem algumas restrições profissionais e sociais. Aqui, fica mais fácil de fazer a fiscalização do serviço dele, até para ajudá-lo no cumprimento das determinações — afirmou.

Dentre as restrições, o policial denunciado deverá comparecer em juízo a cada 30 dias para justificar e informar suas atividades; não se ausentar da comarca sem prévia autorização do magistrado, com exceção do deslocamento até sua residência, em Curitiba; permanecer em sua residência à noite e nos dias de folga; não ter contato com a esposa por qualquer meio e manter distância dela de até 250 metros; e não desempenhar atividades de campo, ostensivas, próprias do exercício da função, devendo ficar no batalhão para atividades administrativas sem o porte de arma de fogo.

Anderson já se apresentou em São Francisco do Sul. Entretanto, segundo o major, para que a transferência seja efetivada, é necessário cumprir alguns trâmites, como férias e folgas pendentes. Somente depois disso, Anderson passará a trabalhar na unidade-sede.

Próximos passos do processo

A audiência para ouvir testemunhas, que estava agendada para quarta-feira, foi cancelada pela juíza substituta da 5ª Vara Criminal, Lucilene dos Santos. A decisão foi tomada devido à libertação do denunciado.Conforme o advogado de defesa Caio Fortes de Matheus, um dos motivos para o cancelamento da audiência se deve ao ingresso de outra medida no tribunal, que vai ser julgada na próxima terça-feira. Essa medida sustenta que o caso não se trata de um crime militar, como o Ministério Público aponta.

A defesa do soldado entende que se trata de um crime comum, já que o cerne da questão não tem a ver com a Polícia Militar. Se essa medida for julgada, os atos decisórios podem ser anulados, não a investigação. Se for reconhecido que não se trata de crime militar, o caso será julgado por uma das varas criminais comuns de Joinville.

Relembre o caso

O crime ocorreu na noite do dia 31 de maio em um motel, no distrito de Pirabeiraba, zona Norte de Joinville. O suspeito matou outro policial militar após encontrá-lo com a ex-companheira, que também é PM, dentro do estabelecimento. A polícia informou que os envolvidos trabalhavam no batalhão de Garuva e pertencem à 5ª Região da PM (Norte e Planalto Norte).

A vítima, Jefferson da Silva Marafian, foi morto com um tiro na cabeça. Como o crime envolveu somente policiais militares, a investigação e o inquérito foram executados pela PM. A Polícia Civil não teve envolvimento no caso. 

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