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Patudos perigosos06/07/2017 | 08h05Atualizada em 06/07/2017 | 11h18

Moradores sofrem com ataques de cachorros na Beira-Mar Continental de Florianópolis

Em um ano, pelo menos sete pessoas foram atacadas no mesmo local, segundo relatos de leitores

Moradores sofrem com ataques de cachorros na Beira-Mar Continental de Florianópolis Betina Humeres/DC
Foto: Betina Humeres / DC

Bem abaixo da cabeceira da ponte Hercílio Luz no bairro Estreito, na Beira-Mar Continental de Florianópolis, moradores estão preocupados com a falta de segurança para caminhar ou realizar atividades físicas. Mas o problema não é com assaltos na região: cachorros estão atacando quem passa por ali.

A reportagem contabiliza pelo menos sete ataques no período de um ano narrados por leitores. Um dos casos mais graves, que envolve um idoso de 69 anos, aconteceu no último domingo. O aposentado Edward Batista da Rosa foi atacado por dois cachorros e teve ferimentos de três centímetros de profundidade em uma das pernas.

— Ele já foi medicado e está tomando antibiótico e as vacinas recomendadas (antirrábica e antitetânica). Só que agora ele tem medo de voltar a caminhar naquele local — conta a professora Jane Petry de Souza, filha do seu Edward.

Jane publicou o relato nas redes sociais e, para surpresa dela, diversas pessoas contaram que também passaram por situações parecidas no mesmo local. Relatos de trauma, muita dor com os ferimentos, seguidos de dificuldades em caminhar e a burocracia para o atendimento nos postos de saúde foram apontados.

Entre as vítimas está o fotógrafo Thiago Braga, de 35 anos, que conta ter sido atacado por três cachorros, sendo que um deles lhe mordeu uma perna. Por sorte, ele conseguiu fugir.

— Não teve explicação lógica o ataque, pois estava caminhando tranquilamente em direção à ponte. Não sei se os animais são de alguma pessoa ou da rua. Se são maltratados ou vivem bem e queriam defender seu habitat. O que me surpreendeu foi a situação ter ocorrido numa área pública, de circulação de pessoas.

Nesta quarta-feira, a reportagem esteve no local onde os ataques foram relatados. Havia pelo menos um cachorro de porte grande e outro de porte médio. Ali há um rancho de pescadores que funciona e um prédio aparentemente abandonado; no entanto, moradores contam que há gente vivendo nessa casa e que possivelmente os cachorros são dali. Só que durante aquela manhã, não havia ninguém no local.

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Fui mordido: o que fazer?

A Diretoria do Bem-Estar Animal (Dibea) é o setor da Secretaria de Saúde de Florianópolis responsável tanto por casos de maus tratos a animais quanto pelos bichos que estejam colocando em risco a segurança da população. Conforme a prefeitura, em situações em que o cidadão for atacado por um cachorro, deve-se fazer um boletim de ocorrência, porque quem aciona a Dibea é a polícia. Só assim, o órgão poderá tomar as medidas cabíveis. E claro, a vítima deve procurar imediatamente um centro de saúde, que irá indicar as vacinas e a medicação recomendadas.

Foto: Betina Humeres / DC
 
 
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