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Audiência12/07/2017 | 21h23Atualizada em 12/07/2017 | 21h26

João Carlos Gonçalves nega ter cometido crimes de lavagem de dinheiro e tráfico de influência

Ex-vereador foi interrogado nesta quarta-feira em audiência da operação Blackmail

João Carlos Gonçalves nega ter cometido crimes de lavagem de dinheiro e tráfico de influência Claudia Baartsch/Especial
João Carlos foi vereador até o ano passado. Ele também presidiu a Câmara de Joinville Foto: Claudia Baartsch / Especial

No último dia de audiência envolvendo os participantes do núcleo 2 da Operação Blackmail, cinco denunciados foram ouvidos nesta quarta-feira no Fórum de Joinville. Na segunda e na terça-feira, as testemunhas de acusação e de defesa foram interrogadas. Agora, os réus aguardam o depoimento por carta precatória da empresária Paula Fabiana Dulizia, que mora em São Paulo, para depois saberem a sentença do juiz Gustavo Aracheski, da 2ª Vara Criminal.

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Entre os denunciados está o ex-vereador João Carlos Gonçalves, que foi acusado de tráfico de influência e lavagem de dinheiro. O modelo Daniel Grah e o assessor parlamentar Jucelio Francisco Gabriel são denunciados por lavagem de dinheiro, enquanto que os empresários Maurício Pirchio, Fábio Henrique Dulizia e Paula Fabiana Dulizia respondem por tráfico de influência.

O ex-vereador foi o primeiro réu a ser interrogado na tarde desta quarta-feira. Na denúncia, o Ministério Público diz que ele ¿comercializava influência perante a administração pública, pretextando interferir em atos oficiais praticados por funcionários públicos de diversos órgãos de poder, solicitando vantagens de particulares em face de supostas intervenções, já que, na condição de edil, teria razoável trânsito nas diversas ramificações da administração pública¿.

Em depoimento, João Carlos afirmou que nunca cometeu os crimes e não recebeu nenhum recurso ilegal. Admitiu ter marcado reuniões do empresário Fábio Dulizia, dono da Santa Paula Administradora de Imóveis e proprietário de uma construção que havia começado e tinha problemas de licenças, com o prefeito Udo Döhler e secretários municipais para tratar do assunto. No entanto, garantiu que as reuniões se davam pela amizade com o empresário e nunca para receber dinheiro como contrapartida.

Segundo o ex-vereador João Carlos Gonçalves, ele recebeu valores de Fábio na conta do assessor parlamentar Jucélio Gabriel para ajudar em trabalhos sociais, como a compra de cadeiras de rodas e cestas básicas. Em uma ocasião, usou R$ 10 mil para ajudar uma prima que mora em São Paulo e precisava de ajuda financeira. Os valores foram depositados na conta do filho da prima, o modelo Daniel Grah. Outros R$ 7 mil foram entregues pessoalmente a Daniel, mas o dinheiro seria de recursos próprios, segundo João Carlos. Depois de dois meses sem serem usados, os valores foram devolvidos ao ex-parlamentar.

João Carlos também admitiu ter se encontrado com Maurício Pirchio, proprietário da Assistpark Sistema de Estacionamento Rotativo, em viagem a São Caetano do Sul. Porém, negou ter recebido dinheiro do empresário, apenas cartões de visita produzidos pela gráfica de Maurício para o vereador.

Em outra oportunidade, o empresário foi recebido pelo ex-vereador em Joinville e foram para uma reunião marcada com o prefeito. O objetivo era apresentar uma nova tecnologia envolvendo o estacionamento rotativo. Udo Döhler teria sugerido um encontro do empresário com o diretor do Ippuj, do qual o vereador afirma não ter participado.


 
 

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