Investigação aponta "evolução muito acentuada" no patrimônio da ex-prefeita de Camboriú - Geral - A Notícia

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Plano Diretor07/07/2017 | 03h01Atualizada em 07/07/2017 | 19h00

Investigação aponta "evolução muito acentuada" no patrimônio da ex-prefeita de Camboriú

Gaeco investiga esquema em que vereadores teriam recebido propina para favorecer empresários com mudanças no Plano Diretor

Escutas telefônicas da Operação Terra Prometida também revelaram a suposta participação da então prefeita de Camboriú, Luzia Lourdes Coppi Mathias, nas negociações envolvendo o Plano Diretor municipal, além de "outros atos supostamente criminosos¿, incluindo pagamento mensal de verbas, ¿cuja natureza ainda não foi esclarecida¿, ao então vereador Márcio Aquiles da Silva. Os trechos em aspas são parte da investigação do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco).

Um dos relatórios do Gaeco indica que as declarações de bens fornecidas pela ex-prefeita à Justiça Eleitoral seriam incompatíveis com o atual patrimônio dela, de ¿evolução muito acentuada¿ (prédios e apartamentos que somariam R$ 80 milhões). Conforme o relatório, há evidência de que ela não registra bens em seu nome, ¿apesar do vultoso patrimônio adquirido pela sua família nos últimos anos¿. 

O marido da ex-prefeita, João José Mathias, também é apontado como suspeito de usar os negócios de uma construtora em benefício dele e da mulher ¿para lavagem de dinheiro ilícito obtido em razão do cargo público então ocupado¿. O Gaeco ainda levanta suspeitas de que Sergio Luiz Venâncio, então secretário de Finanças, defendia interesses do Grupo Laffite em troca de propina. 

Ele agiria em acordo com a ex-prefeita e o marido dela.Além das alterações na legislação da cidade, a G Laffitte pleiteava redução da dívida da empresa com a prefeitura, em IPTU e ITBI, e também a obtenção de licenças ambientais. Em uma das interceptações feitas pelo Gaeco, o então secretário ouve de uma empresária que possui negócios com a G Laffitte que ele teria obrigação de auxiliá-la em uma negociação que mantinha com a empresa. 

¿Não é, tens que honrar teus lotes¿, afirma a mulher. Para o Gaeco, trata-se da ¿contrapartida já recebida pelo agente público – lotes de terra¿.

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