"Há uma rejeição das lideranças políticas", diz Colombo sobre construir nova unidade prisional  - Geral - A Notícia

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Na Grande Florianópolis05/07/2017 | 11h13Atualizada em 05/07/2017 | 17h13

"Há uma rejeição das lideranças políticas", diz Colombo sobre construir nova unidade prisional 

Na terça-feira, prefeitura de Tijucas se recusou formalmente a receber penitenciária 

"Há uma rejeição das lideranças políticas", diz Colombo sobre construir nova unidade prisional  Julio Cavalheiro/Secom
Foto: Julio Cavalheiro / Secom

O governador Raimundo Colombo comentou na manhã desta quarta-feira a recusa da prefeitura de Tijucas, na Grande Florianópolis, em receber uma nova unidade prisional. Colombo classificou a situação como "grave" e disse que há uma rejeição por parte das lideranças políticas da região e também da população em abrigar uma nova penitenciária.

Segundo o governador, é necessário que haja compreensão, pois "há certos serviços que precisam ser feitos". O chefe do executivo estadual relembrou também a situação de Imaruí, no Sul catarinense, onde o governo tenta construir um presídio há seis anos. Na cidade, um terreno chegou ser comprado, porém o município judicializou a questão.

— Temos uma demanda grande no sistema prisional e não conseguimos, sobretudo na Grande Florianópolis, construir uma nova unidade. Há uma rejeição das lideranças políticas e da população. Isso só agrava o problema — afirmou Colombo.

O governador também citou como positivo o caso de São Bento do Sul, no planalto Norte de SC, onde houve um acordo com políticos locais para que a obra de uma nova unidade prisional pudesse ser iniciada. Porém, até o momento a única estratégia do Estado é tentar na justiça a construção das unidades:

— Nós estamos tentando há seis anos construir um dos presídios, e a cada dia essa situação se agrava. Evidentemente, há uma reação deles e a gente não consegue ter o material necessário para iniciar as obras. O processo se judicializa, há liminar para cá e para lá e você não consegue iniciar as obras — disse

Foto: Julio Cavalheiro / Secom

Segurança pública

Presente ao evento de entrega da reforma do terminal rodoviário Rita Maria, Colombo também comentou o aumento das mortes violentas em Florianópolis, que atingiu um número recorde no primeiro semestre. Para o governador, é necessário reforçar o trabalho de inteligência. 

— É uma situação grave que tem de ser  enfrentada com a nossa capacidade máxima. Hoje vamos tratar disso com toda a nossa equipe. O Estado tem que prevalecer sobre essa situação. Serviço de inteligência é o principal instrumento que a gente tem hoje — disse o governador.

Apesar dos índices negativos, o governador afirmou que não pensa em fazer trocas na Secretaria de Segurança Pública. Desde 2011, a pasta é comanda pelo promotor César Grubba.

— É um desafio duro que o Brasil inteiro está enfrentando. O fato de ter uma equipe se organizou e trabalha junto há muito tempo é uma vantagem. Temos que fortalecer o trabalho que está sendo feito. 

Política

Em relação à política, o lageano disse que desistiu da ideia de defender eleições gerais para todos os cargos, inclusive para governador, por problemas constitucionais. Além disso, contou que só irá tratar de uma possível renúncia para concorrer ao Senado no ano que vem.

— Temos muitos desafios pela frente ainda. As dificuldades são grandes — disse. 

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