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Economia20/07/2017 | 20h22Atualizada em 20/07/2017 | 20h42

Entidades de Santa Catarina criticam o aumento de impostos

Medida foi confirmada pelo governo na tarde desta quinta-feira

Mesmo antes de o aumento de impostos ser confirmado pelo governo, algumas entidades de Santa Catarina ligadas ao setores de combustível, comércio e indústria já falavam abertamente sobre os prejuízos e impactos negativos que a medida vai causar aos empresários do Estado.

Giovani Testoni, presidente do SindiCombustíveis-SC, entidade que representa o comércio varejista de derivados do petróleo no litoral do Estado, classificou como negativo o impacto da medida e ponderou que, como o aumento será o dobro do que atualmente é praticado, o aumento deve sim chegar ao consumidor final.

— O reflexo disso é vai ser automático. Ficamos reféns disso e não há o que fazer, a não ser aceitar e repassar os custos aos consumidores. Porque são valores muito substanciais para não ser repassados — disse.

Por nota, o presidente do Sindicato do Comércio Varejista de Combustíveis Minerais de Florianópolis (Sindópolis), Valmir Espíndola, criticou a manobra do governo e explicou que os postos só vão conseguir ter uma ideia real do impacto no preço final dos combustíveis após receberem os novos valores praticados pelas distribuidoras. 

Ari Rabaiolli, da Federação das Empresas de Transporte de Carga e Logística (Fetransesc), avalia que, caso o aumento incida também sobre o diesel, o impacto nas atividades do setor será ainda maior. 

— Penso que cada empresa vai procurar repassar (o aumento), mas em função da concorrência e do fato de os clientes não aceitarem aumentos, muitos devem absorver essa alta — lamenta. 

Já no entendimento da Federação das Indústrias do Estado (Fiesc), o ideal neste momento seria, ao invés de aumento a carga de impostos, agir sobre as despesas do setor público. Para o presidente da Fiesc, Glauco José Côrte, a indústria, mesmo em meio ao momento de crise, não parou de produzir, importar e gerar empregos, logo não deveria ser prejudicada mais uma vez.

— Entendemos que o governo está fazendo um esforço para cumprir a meta fiscal, mas qualquer aumento, por menos que seja, sempre terá impacto. Por princípio, o Brasil nem deveria aumentar a carga tributária, pelo contrário, deveríamos iniciar um processo de redução da taxa de juros e ainda facilitar o acesso a financiamentos para o setor produtivo — defende Côrte. 

Por nota, a Federação do Comércio de Santa Catarina (Fecomércio-SC), afirmou que o aumento é um contrassenso que "deve desencadear a alta nos preços em toda a cadeia produtiva".

— Mais uma vez o Brasil opta por onerar o contribuinte. A federação é contra qualquer tipo de aumento de impostos, especialmente em um país no qual a carga tributária já atinge 38,0% do PIB. Estas medidas podem estancar ainda mais a produtividade, trazer perdas de competitividade e provocar aumentos dos preços, visto que os combustíveis são insumos básicos para a circulação das mercadorias no país — afirmou o presidente da entidade, Bruno Breithaupt.

Novas alíquotas (dados repassado pelo Sindópolis):

Gasolina: de R$ 0,3816 para R$ 0,7925 por litro.D
Diesel: de R$ 0,248 para R$ 0,4615 por litro.
Etanol (produtor): de R$ 0,12 para R$ 0,1309 por litro.
Etanol (distribuidor): era zerada e será de R$ 0,1964 por litro.

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