Adeliana Dal Pont: "São José tem as contas em dia" - Geral - A Notícia

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Grande Florianópolis20/07/2017 | 20h05Atualizada em 20/07/2017 | 20h39

Adeliana Dal Pont: "São José tem as contas em dia"

Na série de entrevistas com prefeitos de cidades da região, Adeliana Dal Pont fala sobre os gastos públicos e andamento de obras

Adeliana Dal Pont: "São José tem as contas em dia" Glaicon Covre/Prefeitura de São José
Foto: Glaicon Covre / Prefeitura de São José

Dando sequência à série de entrevistas com prefeitos de três cidades da Região Metropolitana de Florianópolis, a Rádio CBN Diário e o jornal Hora de Santa Catarina entrevistaram nesta quinta-feira a titular da prefeitura de São José, Adeliana Dal Pont (PSD). A política, que está no segundo mandato e avaliou o primeiro semestre da segunda gestão, falou principalmente sobre as finanças do Executivo. Disse que a prefeitura está numa posição privilegiada em relação a outras cidades, com contas em dia.

Entre outros assuntos, Adeliana também falou sobre a contratação de comissionados, a Policlínica de Forquilhinhas, a construção de um presídio na cidade e a implantação de transporte marítimo. Confira os principais trechos da entrevista:

Qual a situação das finanças de São José?

Estão melhores de quando eu recebi a prefeitura, em 2013. Hoje nós temos garantido os pagamentos de todos os servidores e os fornecedores rigorosamente em dia. Mas é claro que os prefeitos estão apreensivos, porque as prefeituras vivem dos recursos que vêm do Estado, do Governo Federal e, se a economia não gira, a prefeitura tem menos dinheiro e tem as contas fixas todos os meses de manutenção e com os servidores. 

E a capacidade de investimento?

O investimento é menor do que a gente gostaria. É claro que nenhum prefeito foi eleito para não fazer todas a obras que gostaria, mas como temos Lei de Responsabilidade Fiscal, é uma temeridade fazer muitos investimentos nesse momento. Mesmo assim, a prefeitura está construindo um centro de saúde, licitando mais dois, três creches em construção.

A Policlínica de Forquilhinhas é uma obra que se arrasta há seis anos. A inauguração estava prometida para abril e atrasou de novo. Agora a prefeitura afirma que vai abrir no segundo semestre. Que garantia a população tem de que isso vai ocorrer?

Eu vou fazer uma ressalva: no dia 10 de outubro de 2013 eu fui visitar e o que tinha lá era um buraco cheio d'água escrito: pesque e pague. Então a gente teve que fazer projeto novo, reformular para caber naquele terreno, arrumar dinheiro para construir a policlínica. Ela está pronta, os equipamentos estão sendo montados. O elevador já foi montado, exceto algumas adaptações que a Vigilância Sanitária pediu e que é preciso para ter o credenciamento dessa unidade para o Ministério da Saúde. Já fui em audiência com ministro da Saúde duas vezes, tenho o compromisso dele de fazer o credenciamento. Então eu vou entregar neste ano, pode ter certeza.

Em abril, a Câmara de Vereadores aprovou a reforma administrativa, que tinha objetivo de economizar R$ 8 milhões por ano com extinção de cargos, caindo dos atuais R$ 25 milhões para R$ 17 milhões. O Observatório de São José calcula que a manutenção de 385 cargos comissionados e a criação de funções gratificadas geraram na verdade um aumento de despesas de mais R$ 2 milhões por ano, totalizando, R$ 27 milhões. O TCE solicitou informações à prefeitura. Gostaria que a senhora explicasse essa conta.

Eu acho que o Observatório está equivocado. Se na reforma eu extingui cinco secretarias, quatro secretários adjuntos, cortei salário, diminui percentual; se eu consegui diminuir 134 cargos comissionados, como é que aumentou? Que conta é essa? Eu acho que o observatório tem que rever as suas contas. (¿) A gente sempre tem muitas questões com comissionados. Se eu tirar todos os comissionados da prefeitura, a Secretaria do Meio Ambiente fecha, o Esporte fecha, a Cultura, o Procon, fecham. Então comissionados, não quer dizer que a pessoa seja um gasto, quer dizer que a população precisa desses serviços e eu preciso de gente para fazê-lo.

Depois das greve dos professores de São José, que durou 17 dias letivos, a prefeitura refez o calendário escolar retirando o recesso dos alunos. Os professores reclamam que não houve negociação da reposição desses dias. Como está a situação do calendário escolar?

Quem fez a reposição foram os técnicos da Secretaria da Educação, não teve a intervenção da prefeita. Mas eu determinei que a criança não pode perder, então todos os dias parados serão compensados. Foi o acordo que nós fizemos no Tribunal de Justiça. Tanto que eu não cortei salário. Paguei antecipado para fazer a reposição, é só cada um fazer a sua parte.

Há uma batalha das prefeituras e do Governo do Estado quanto à construção dos presídios. A prefeitura de São José já apresentou alguns terrenos para que uma unidade fosse construída na cidade, o Estado não aceitou. Qual o problema em ter um presídio na cidade?

A grande briga, que eu estou há três anos e meio contra a Secretaria de Justiça do Estado, é que São José até poderá ter, a princípio, uma central de triagem, desde que em área onde não esteja estabelecido um grande número de pessoas, que não seja contra o plano diretor. Eu mesma tenho me esforçado, porque a cidade de São José é sempre penalizada pela imprensa de que não quer fazer. Não é isso. A prefeitura está disposta a conversar desde que a secretaria respeite essas questões. A prefeitura não vai dar o terreno. O Estado tem que comprar. O Estado quis fazer na Fazenda Santo Antônio, depois dentro do bairro Areias, e a prefeitura não permitiu porque não cabe colocar nesses dois bairros. Agora está se propondo outras possibilidades.

E como está a movimentação para que tenhamos transporte marítimo na cidade?

Existe uma empresa que o Deter deu autorização, mesmo que precária, para funcionar entre São José e Florianópolis, e a prefeitura de São José, eu já até conversei com dois empresários interessados, a prefeitura não vai fazer o local onde será feito o embarque. Os interessados, que vão cobrar a passagem do cidadão, é que têm que fazer o local para bilhetagem e é isso que nós estamos discutindo. Agora eu vi pela imprensa que o interessado em fazer essa exploração gostaria de usar o trapiche que a prefeitura construiu na Ponta de Baixo. Lá não tem lugar para os veículos estacionarem, não tem condições para esse serviço. Então a prefeitura já colocou à disposição Centro Histórico, Barreiros e a Beira-Mar de São José. Só que como é entre dois municípios, a responsabilidade da concessão é do Deter.

O ginásio Wanderley Junior (Barreirão) está caindo aos pedaços. O que a prefeitura pretende fazer a respeito?
Já foi escolhida a empresa que vai fazer a reforma do telhado e do teto, e como a APP (Associação de Pais e Professores) da escola tem horários que ela cobra, ela vai fazer uma parceria e arrumar o piso. Então já está tudo encaminhado para nos próximos dias iniciar a reforma.

Ouça a entrevista completa


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