Ministério Público abre inquérito para investigar a morte da menina Heloisa, de Mafra - Geral - A Notícia

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Investigação16/06/2017 | 14h56Atualizada em 17/06/2017 | 14h57

Ministério Público abre inquérito para investigar a morte da menina Heloisa, de Mafra

Ela morreu no sábado e esperou cerca de 15 horas por uma transferência de hospital. A demora seria por por falta de combustível em ambulâncias

Ministério Público abre inquérito para investigar a morte da menina Heloisa, de Mafra Arquivo Pessoal / Reprodução/Reprodução
Heloisa Mathias Lisboa, de apenas um ano e 20 dias, morreu no último sábado no Hospital Infantil de Joinville Foto: Arquivo Pessoal / Reprodução / Reprodução

O promotor Alicio Henrique Hirt, titular da 1ª Promotoria de Justiça da Comarca de Mafra, no Norte catarinense, abriu na tarde desta sexta-feira (16) um inquérito civil para investigar a morte da menina Heloisa Mathias Lisboa. Esse é o segundo inquérito a apurar se houve falhas na transferência dela do Hospital São Vicente de Paulo para o Hospital Infantil de Joinville.

Segundo os pais, a menina, de apenas um ano e 20 dias, estava sendo tratada por conta de uma pneumonia e esperou cerca de 15 horas para ser transferida para Joinville, onde receberia tratamento especializado. A transferência ocorreu na quinta-feira (8) e a demora no translado teria ocorrido sob a justificativa de falta de combustível nas ambulâncias do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU).

A família e o hospital de Mafra contam que se ofereceram para pagar o combustível que faltava, mas afirmam que tiveram o pedido negado. O início das negociações para a transferência começaram pela manhã, mas foi efetivada por volta das 23h30 com auxílio de duas ambulâncias, de Canoinhas e Jaraguá do Sul. Ela chegou no Hospital Dr Jeser Amarante Faria na madrugada de sexta-feira e morreu no último sábado após três paradas cardiorrespiratórias.

Polícia de Mafra investiga morte de bebê após 15 horas de espera por ambulância

De acordo com o promotor, ele reuniu os documentos necessários para a abertura formal das investigações do Ministério Público de Santa Catarina (MPSC). O inquérito foi instaurado no fim da tarde de sexta-feira.

- Esse inquérito corre em paralelo a investigação aberta pela Delegacia de Polícia Civil de Mafra no início da semana, mas o objeto da ação é o mesmo, que é apurar as circunstâncias dessa morte- afirma.

Ainda segundo Alicio, as versões iniciais das partes já foram coletadas e farão parte da investigação. Elementos documentais também foram colhidos. Ele destaca, porém, que é preciso saber a versão do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) para o episódio. A promotoria está definindo de que forma essa resposta será solicitada.

O promotor informa ainda que, por envolver uma criança, o inquérito segue em segredo de Justiça, segundo a determinação do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).

Polícia Civil busca conclusão rápida das investigações

O primeiro inquérito relacionado ao caso foi aberto na terça-feira (13) pela Delegacia de Polícia Civil de Mafra e está na fase de análise de documentos e oitivas testemunhais. A informação é do delegado Nelson Vidal, que está a frente das investigações da morte da menina.

De acordo com o titular da delegacia, Nelson Vidal, o prazo para concluir o inquérito é de até 30 dias Foto: Andre Buzzi / Agência RBS

De acordo com o titular da delegacia, o prazo para concluir o inquérito é de até 30 dias, mas acredita-se que o resultado das investigações seja conhecido antes disso.

- O inquérito está correndo e mesmo hoje, que para nós é considerado dia de ponto facultativo, estamos com a equipe trabalhando para dar agilidade a essa investigação e ir em busca de uma solução rápida para esse caso - aponta.

Conforme ele, várias testemunhas já foram chamadas para prestar depoimento. Os responsáveis pelo SAMU, em Santa Catarina, ainda não foram ouvidos.

Secretaria Estadual de Saúde quer reduzir o número de unidades do Samu

O SAMU, em Santa Catarina, é administrado pela Organização Social Associação Paulista para o Desenvolvimento da Medicina (SPDM). A entidade afirma que irá averiguar o ocorrido e se manifestará após a apuração. Nesta semana, a Secretaria de Estado da Saúde admitiu haver pendências financeiras com o SAMU e informou que fez um depósito na semana passada de R$ 1,5 milhão. Disse ainda que vai apurar os fatos.


 
 

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