Empresa suíça paga R$ 1,3 bilhão para ter controle total da Portonave - Geral - A Notícia

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Economia19/06/2017 | 22h16Atualizada em 19/06/2017 | 22h30

Empresa suíça paga R$ 1,3 bilhão para ter controle total da Portonave

Triunfo anunciou nesta segunda-feira a negociação de todas as suas ações do terminal, o equivalente a 50%

Empresa suíça paga R$ 1,3 bilhão para ter controle total da Portonave /

A Triunfo Participações e Investimentos informou ao mercado nesta segunda-feira à noite que vendeu todas as ações que detinha da Portonave, em Navegante, o equivalente a 50%,  à empresa suíça Terminal Investment Limited S.A (TIL). A negociação é de R$ 1,3 bilhão. 

A TIL é controlada por um dois maiores armadores do mundo, a MSC, e já era dona do restante das ações do terminal. Com a aquisição, passa a ter o controle acionário total do porto. 

A venda de ativos havia sido anunciada pela Triunfo em fevereiro, para pagar dívidas. Especulava-se, na época, que a Portonave seria o investimento da empresa com maior liquidez. O que se confirmou com a negociação rápida, apenas quatro meses após o anúncio de venda das ações.

A Portonave responde por mais da metade da movimentação portuária de Santa Catarina, e recentemente o terminal passou a integrar a lista dos 20 maiores portos da América Latina. O ranking conta com apenas outros dois terminais brasileiros, Santos e Paranaguá.

A listagem é divulgada pela Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (Cepal), e a Portonave está em 16º lugar, com 895 mil TEUs (medida que corresponde a contêineres de 20 pés). 

O negócio ainda terá que passar pelo crivo do Conselho Administrativo de Defesa da Concorrência (Cade) e da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq), antes que seja efetivado. 

Crise

Diferente de outras gigantes do ramo, os problemas financeiros da Triunfo Participações e Investimentos não estão atrelados à Operação Lava Jato e ela não é alvo da operação. A empresa é uma das que apostaram alto nas concessões do governo federal nos últimos anos e venceram concorrências com preços competitivos, contando com aditivos e créditos do BNDES. Quando o governo ficou sem dinheiro, essas alternativas para turbinar o caixa deixaram de existir.

A Triunfo terminou o último trimestre de 2016 com uma dívida líquida de R$ 3,47 bilhões.

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