Empresa suíça concessionária do Aeroporto Hercílio Luz abre sede em Florianópolis e refaz projeto - Geral - A Notícia

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Infraestrutura14/06/2017 | 16h16Atualizada em 14/06/2017 | 18h06

Empresa suíça concessionária do Aeroporto Hercílio Luz abre sede em Florianópolis e refaz projeto

Contrato de concessão será assinado em 28 de julho, em Brasília, mas suíços da Zurich Airports assumem estrutura em 1º de janeiro de 2018

Empresa suíça concessionária do Aeroporto Hercílio Luz abre sede em Florianópolis e refaz projeto Felipe Carneiro/Agencia RBS
Tobias Markert, CEO da Concessionária do Aeroporto Internacional de Florianópolis Foto: Felipe Carneiro / Agencia RBS

A Zurich Airports, vencedora do leilão de concessão do Aeroporto Hercílio Luz, inaugurou nesta quarta-feira um escritório em Florianópolis para iniciar efetivamente a fase de transição da administração. Executivos da Suíça, sede da concessionária, estão há uma semana na cidade trabalhando nos primeiros passos para a instalação da empresa e preparação de projetos futuros, incluindo o novo terminal a ser construído até setembro de 2019, prazo dado pelo edital do governo federal.

Três pessoas foram contratadas para trabalhar na sede da empresa, que fica dentro do aeroporto, na sala antes ocupada pelos Correios no segundo andar, ao lado do Restaurante Conquilha. A previsão é que até o final deste ano, 165 funcionários estejam trabalhando pela concessionária.

Os suíços vão administrar efetivamente o aeroporto somente a partir de 1º de janeiro de 2018. Antes disso, em 28 de julho deste ano, será assinado em Brasília o contrato de concessão, que tem prazo de 30 anos. A primeira meta da Zurich será construir nos primeiros 26 meses, a partir da assinatura do contrato o novo terminal, um estacionamento para 2,5 mil veículos, uma pista secundária para taxiamento de aeronaves e aumentar em 100 metros a atual pista.

Corte simbólico da fita para a inauguração da sede da Zurich no Aeroporto Hercílio Luz Foto: Felipe Carneiro / Agencia RBS

Com o apoio da Racional Engenharia, de São Paulo, a concessionária refez o projeto do futuro terminal. A Infraero havia iniciado a obra em 2013, mas parou dois anos depois por causa da lentidão do serviço e da perspectiva da concessão. CEO da Concessionária do Aeroporto Internacional de Florianópolis (Caif), o suíço Tobias Markert explica que a fundação da obra já iniciada será mantida pela empreiteira que fará a construção. Mas o projeto teve mudanças significativas em relação à proposta pela Infraero, principalmente na arquitetura externa.

— O projeto é similar em tamanho e funcionalidade básica. Mas o design é totalmente diferente, um projeto nosso. Internamente também será totalmente diferente — afirma o CEO.

Os técnicos da Racional desenharam o modelo do futuro terminal, mas a Zurich ainda não divulgará até feitos os ajustes finais e a aprovação da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac). A obra custará em torno de R$ 420 milhões e começará somente no início de 2018.

No Estudo de Viabilidade que analisa a cessão da estrutura para a iniciativa privada, desenvolvido por um consórcio comandado pelo escritório Moysés e Pires Sociedade de Advogados, de São Paulo, há previsão da aplicação de R$ 618 milhões em recursos entre 2016 e 2018, incluindo o novo terminal.

— São só seis meses, não temos tanto tempo para o que precisa ser feito, por isso já estamos presentes e começamos a contratação de pessoal. Não queremos desperdiçar tempo algum. Temos uma tarefa hercúlea para realizar até o final deste ano — resume Markert.

Responsável por projetar o novo aeroporto de Florianópolis, a Racional tem experiência no ramo da aviação. No final do ano passado, a construtora terminou o novo terminal do aeroporto de Confins, em Belo Horizonte, também administrado pela Zurich, que na capital mineira tem outras empresas parceiras na concessão.

"Ganhos rápidos" no atual terminal do aeroporto

O CEO Tobias Markert está ciente da necessidade de mudanças no atual terminal do aeroporto logo no começo do contrato, no início de 2018. Para isso, pretende otimizar alguns dos investimentos futuros e aproveitá-los ainda na estrutura antiga. O CEO quer usar no atual terminal alguns dos equipamentos a serem comprados para a nova estrutura:

— Faremos alguns ganhos rápidos no começo de 2018. Tenho algumas ideias. O novo terminal precisará de equipamentos como cadeiras e monitores. Minha ideia é comprar antes e já usar neste terminal, para depois ser colocado no novo.

O futuro prédio terá capacidade para atender o fluxo de passageiros previsto até 2030. Markert se disse impressionado com o que a Infraero consegue fazer diante das dimensões atuais do terminal:

— Este prédio é muito pequeno para o número de passageiros que tem. Eles fazem um trabalho muito bom para dar conta. Mas temos alguns conhecimentos para melhorar dentro dessa estrutura limitada nos dois anos antes da conclusão do novo terminal. Queremos mostrar em janeiro que já tem outra operadora neste prédio

O CEO admite que não definiu ainda o que será feito com o prédio do atual terminal, por isso estão descartados grandes investimentos no local.

Preocupação com obras no sul da Ilha

O CEO da futura concessionária do aeroporto da Capital tem duas grandes preocupações: as obras de acesso ao terminal e a construção do elevado do Rio Tavares, ambas no sul da Ilha e de responsabilidade do poder público. Markert lembra que o novo acesso é fundamental para o futuro do aeroporto.

— Eles começaram a construção da via de acesso, mas ainda não está pronta. Se essa parte não for concluída em 26 meses, teremos um grande problema — resumiu o executivo.

A preocupação de Markert se justifica principalmente por um motivo. O projeto do novo terminal prevê que a entrada dele seja pelo acesso ainda não concluído pelo governo do Estado, que terá início na Avenida Diomício de Freitas, no bairro Carianos.

Contrato de concessão do aeroporto é de 30 anos Foto: Felipe Carneiro / Agencia RBS

Quem é o CEO da concessionária

Tobias Markert, escolhido pela Zurich Airports para comandar a concessionária do aeroporto de Florianópolis, chegou há uma semana na Capital. O CEO antes era o responsável pelo aeroporto de Curaçao, ilha do Caribe que fica na América do Sul. O suíço está há 15 anos na Zurich e há sete estava em Curaçao.

Diferente de Florianópolis, onde foi acionado para coordenar o projeto de concessão desde o início, no Caribe ele chegou quando o contrato já tinha três anos. Outro diferencial é o número de passageiros: o antigo aeroporto administrado por Markert recebe 2 milhões de passageiros por ano, enquanto na capital catarinense o movimento é de 3,6 milhões.

Assim como no aeroporto de Confins, em Belo Horizonte, único terminal brasileiro já administrado pelos suíços, a estrutura de Curaçao, tem uma concessionária formada por duas empresas. Em Florianópolis, a Zurich é a única detentora da concessão.

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