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Trânsito14/06/2017 | 08h34Atualizada em 14/06/2017 | 10h32

Durante primeiro mês de fiscalização, Guarda multou 148 por câmeras de monitoramento em Blumenau

O trabalho visa melhorar o trânsito da cidade e penalizar os motoristas que cometem infrações ao acreditar que ninguém está vendo

Durante primeiro mês de fiscalização, Guarda multou 148 por câmeras de monitoramento em Blumenau Patrick Rodrigues/Agencia RBS
Vias estão sinalizadas com placas como esta, na Avenida Beira-Rio. Foto: Patrick Rodrigues / Agencia RBS

Pelo menos 148 motoristas já devem ter recebido uma carta surpresa nada agradável. Aquela notificação que vem com uma lembrança do erro cometido e um buraco aberto no bolso. Do início da operação, no dia 2 de maio, até 2 de junho, a Guarda de Trânsito de Blumenau flagrou e autuou através das câmeras de monitoramento 148 motoristas que cometeram infrações de trânsito. Quase cinco multas por dia.

Esse é o saldo do primeiro mês de monitoramento do Seterb com a ajuda das câmeras da Polícia Militar em Blumenau. Um trabalho que visa melhorar o trânsito da cidade e penalizar os motoristas que cometem infrações pelas vias da cidade ao acreditar que ninguém está vendo. Em 21 ruas de Blumenau devidamente sinalizadas com placas que indicam a presença dos olhos eletrônicos, a autarquia consegue visualizar alguns erros e multar motoristas em situações que não demandam abordagem de um guarda, como bloquear cruzamentos, parar em locais proibidos ou fazer retornos irregulares.

Para o presidente do Seterb, Carlos Lange, o número no primeiro mês chega a ser até conservador, visto que a autarquia estima que tantas outras infrações são cometidas e escapam da fiscalização.

– É um número adequado, prova que não existe isso de indústria da multa que falam. Existe uma seriedade muito grande dos agentes e o objetivo é dar mais fluidez e aumentar a segurança do trânsito. Já dá para perceber que a presença das câmeras tem reduzido o número de cruzamentos fechados e carros parados na faixa de segurança – avalia.

A visão do poder público vai ao encontro do que pensam estudiosos do tráfego na cidade. Especialista e professor do tema, Fábio Campos da Silva vê o dado abaixo da expectativa e diz que entende que o monitoramento por câmeras é desconfortável, mas vem a somar na qualidade do trânsito.

– A presença das câmeras cria uma sensação de fiscalização que ajuda na mudança de hábito do condutor, ele fica mais consciente. O motorista quer sempre encurtar o caminho, mas precisa saber que não está a pé, que às vezes vai precisar rodar um pouco a mais e fazer o retorno no lugar certo – destaca, lembrando que o recente aumento no valor das multas também ajudou a deixar condutores com um pé atrás antes de fazer algo errado.

Coordenadora do Movimento Maio Amarelo em Blumenau, a educadora Márcia Pontes também é a favor das câmeras e vê um fator educativo nas multas, mas ressalta que nem todas podem ser feitas através do videomonitoramento:

– Em um caso de multa por falta de licenciamento do veículo, por exemplo, o agente pode até puxar a informação pelo sistema olhando nas câmeras, mas a multa precisa de abordagem. Ele tem que avisar um guarda na rua para que pare o carro – destaca.

Prefeito sanciona lei que exige imagem junto da autuação

Por conta da polêmica gerada pelo monitoramento, um Projeto de Lei de autoria do vereador Jovino Cardoso Neto (PSD) foi aprovado na Câmara Municipal obrigando que as autuações feitas através do sistema venham acompanhadas de foto provando a infração. A proposta foi sancionada ontem pelo prefeito Napoleão Bernardes (PSDB).

– A gente tem como política a transparência e entendemos que a inclusão da imagem aumenta a segurança do infrator. Nossa intenção com o videomonitoramento não é arrecadatória. É educativa, e essa lei reforça o caráter pedagógico. Não estamos alterando o código de trânsito, apenas regulamentando esse procedimento em Blumenau – comenta o prefeito.

Pela redação final do projeto, a nova lei entra em vigor assim que publicada, porém o Seterb ainda precisa se adequar à nova exigência. Por isso, a administração municipal estuda uma saída técnica e jurídica para esse tempo de adequação. (Colaborou Everton Siemann)

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