SC Gás negocia novo contrato para importar combustível da Bolívia - Geral - A Notícia

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Economia07/05/2017 | 16h46Atualizada em 07/05/2017 | 17h03

SC Gás negocia novo contrato para importar combustível da Bolívia

Sem Petrobras como intermediária, companhias estaduais iniciam tratativas diretamente com governo boliviano

SC Gás negocia novo contrato para importar combustível da Bolívia Artur Moser/Ver Descrição
Foto: Artur Moser / Ver Descrição

A SC Gás iniciou, na sexta-feira, as tratativas para a renovação contratual para importar gás natural da Bolívia. O presidente da companhia, Cósme Polêse, participou de uma missão brasileira à Santa Cruz de la Sierra, na qual também estiveram presentes representantes de  São Paulo, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Paraná e Rio Grande do Sul.  

A missão se reuniu com o  presidente boliviano, Evo Morales, o ministro de Energia da Bolívia, Luis Alberto Fernández, e o presidente da YPFB (estatal boliviana), Guilhermo Achá, para oficializar a criação do grupo de trabalho que irá negociar os novos contratos de suprimento de gás aos Estados. O contrato atual vence em 2019. 

Até então, negociações desse tipo eram lideradas pela própria Petrobras. No entanto, a estatal brasileira anunciou que deve reduzir sua atuação na importação do combustível vindo do país, em linha com a atual política de desinvestimento em gás que vem pondo em prática.

Com o novo cenário, os representantes dos Estados se articularam para a negociação direta com a Bolívia. De acordo com informações divulgadas pela SC Gás, a articulação sem intermediação da Petrobras foi autorizada pelo presidente Michel Temer. 

Além de importar o combustível, a Petrobras contratava a capacidade de transporte via gasoduto, o que também deixará de ser feito. Com isso, fica aberta a oportunidade para um novo player no mercado, a ser definido a partir de consulta pública da Associação Nacional do Petróleo (ANP)

As próximas discussões do grupo de trabalho devem ocorrer no dia 22 de maio durante o evento da International Gas Union (IGU), que ocorrerá em Florianópolis. Já estão confirmadas as presenças do ministro de Energia boliviano, do presidente da YPFB e de cinco governadores.

Para Polêse, a possibilidade do novo contrato deve aumentar a oferta e ampliar o mercado de gás natural no Estado.

—É uma janela de oportunidades para buscarmos uma negociação mais favorável para nossa região, considerando que o gás natural cumpre papel fundamental no desenvolvimento econômico das cidades e qualidade de vida da população - afirmou.

Privatização
Na última semana ventilou-se a possibilidade de privatização do controle da SC Gás, além de outras oito companhias estaduais de fornecimento do combustível. Segundo informações do jornal Valor Econômico, há alguns anos a iniciativa privada tem manifestado interesse nas distribuidoras de gás canalizado brasileiras. Consultado, o governo catarinense afirmou que esta é uma questão a ser pensada em um início de mandato, não no final. 

De economia mista, a SC Gás tem como acionista majoritária a Celesc, com 51% das ações ordinárias.O restante se distribui entre Gaspetro (24%), Mitsui (24%) e Infragás (consórcio entre indústrias de SC e do PR, com 1%).  

 
 

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