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Segurança na internet 15/05/2017 | 10h27Atualizada em 15/05/2017 | 16h33

Saiba o que é e como proteger-se de ransomware

Mega-ataque virtual da última sexta-feira fez com que usuários se preocupassem com o avanço dos hackers

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Sistemas de comunicação de empresas e de serviços públicos em pelo menos 150 países, entre eles o Brasil, foram alvo de um mega-ataque virtual na última sexta-feira. A contenção ocorreu no sábado por um jovem pesquisador britânico com a ajuda de um engenheiro de segurança da informação dos Estados Unidos, mas os efeitos ainda seguem são sentidos, já que mais de 1,3 milhão de computadores permanecem vulneráveis à infecção, segundo o site de inteligência cibernética Digital Shadowsl.

Quem acessa algum dos programas infectados pode ver mensagens que pedem pagamento em bitcoins (moedas virtuais) equivalentes a US$ 300 (R$ 940) para que seja feita a reativação — valor que pode subir com o passar do tempo. Frente a essa ameaça, torna-se imprescindível a adoção de medidas preventivas contra as invasões de hackers. 

Denominado ransomware, esse tipo de ataque acontece quando um usuário baixa sem perceber um arquivo infectado por vírus, que acaba contaminando a rede. Trata-se de um código, como vírus trojan e spyware, que pode afetar computadores, modems, roteadores, tablets e smartphones. Os dados armazenados nesses equipamentos tornam-se inacessíveis, geralmente a partir de criptografia, até que haja um pagamento de resgate (ransom) capaz de restabelecer o acesso ao usuário. 

Conforme o Centro de Estudos, Respostas e Tratamento de Incidentes de Segurança no Brasil (Cert), que produziu uma cartilha específica com orientações sobre como proteger-se de ransomware, existem dois tipos desse código:

Ransomware Locker: impede que você acesse o equipamento infectado;
Ransomware Crypto: impede que você acesse aos dados armazenados no equipamento infectado, geralmente usando criptografia.

Em relação às medidas preventivas, o órgão orienta que é preciso tomar os mesmos cuidados para evitar que outros códigos maliciosos invadam os seus equipamentos: ter um antivírus instalado, ser cuidadoso ao clicar em links ou abrir arquivos e atualizar constantemente os sistemas (como o próprio Windows) — o ideal é que sempre se utilize a última versão de um software e, principalmente, uma versão original do sistema, a fim de evitar as instabilidades. 

Outra recomendação é fazer backups regularmente para proteger os dados, pois se o aparelho for infectado, será a única garantia de que você conseguirá acessá-los novamente. "O pagamento do resgate não garante que você conseguirá restabelecer o acesso aos dados", finaliza o Cert. 

Também é indicado que o usuário afetado vá até a delegacia mais próxima para registrar a ocorrência de invasão a dispositivos eletrônicos. Dessa forma, os peritos podem tentar rastrear a origem do ataque, por mais que essa investigação seja bem dificultada, já que normalmente não são deixados rastros. 

Atente às listas da internet

É possível verificar se o seu e-mail está em alguma lista de vazamento de dados. Desenvolvido pelo especialista Troy Hunt, o site Have I been pwned  oferece esse serviço gratuitamente. A janela de verificação do endereço dá conta de mais de 1 trilhão de e-mails hackeados nos últimos três anos. Também é possível criar uma notificação automática capaz de te avisar a respeito de qualquer invasão. 

Caso você esteja em alguma lista, a orientação é que mude todas as senhas. Aposte naquelas fortes e únicas, que misturem letras e números. Também existem programas gratuitos focados em remoção: Bart, BadBlock, Crysis e Alcatraz Locker são exemplos. 

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