Obras paradas deixam caixões expostos no cemitério do Itacorubi  - Geral - A Notícia

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Descaso19/05/2017 | 08h50Atualizada em 19/05/2017 | 08h50

Obras paradas deixam caixões expostos no cemitério do Itacorubi 

Construção de gavetas está paralisada desde o ano passado, situação que impede a abertura de novas vagas e deteriora algumas lápides 

Obras paradas deixam caixões expostos no cemitério do Itacorubi  Betina Humeres/DC
Foto: Betina Humeres / DC

Uma cena sinistra. Caixões de pelo menos cinco lápides estão aparecendo no Cemitério Municipal São Francisco de Assis, no bairro Itacorubi, em Florianópolis. Para piorar, devido à ação do tempo, a madeira já apodreceu e em alguns casos dá pra ver a silhueta dos restos mortais.

As lápides ficam num nível acima de onde foi construído um muro de contenção. Junto a esse muro, deveriam ser criadas 571 novas gavetas mortuárias. No entanto, as obras que começaram em agosto do ano passado estão paradas desde novembro, e a erosão fez as lápides romperem e deslizarem. Não bastasse, as obras paradas criaram diversas piscinas de concreto. Foco perfeito para o mosquito da dengue.

O valor da obra é de R$ 574 mil. Conforme a Secretaria do Meio Ambiente, Planejamento e Desenvolvimento Urbano, responsável pela administração do cemitério, a gestão passada licitou a obra mas não pagou a empresa responsável. E para continuar, será feita a reanálise deste contrato.

O secretário adjunto da pasta, João Cobalchini, afirma  que alguns detalhes arquitetônicas do contrato são supérfluos, como pergolados, e serão eliminados. Quanto à situação dos túmulos danificados, ele informa que engenheiros irão realizar um estudo para ver se é possível remanejar terra de outra área do cemitério.

— Estamos esperando esse estudo técnico para saber como conter a erosão para vedar esses túmulos de forma emergencial e paliativa — explicou o secretário, que evita dar prazos antes de ter o documento em mãos.

Hoje são 35 mil túmulos no cemitério do Itacorubi com 68.105 pessoas enterradas, segundo a Secretaria do Meio Ambiente, Planejamento e Desenvolvimento Urbano. Não há espaço para novas vagas no maior cemitério de Santa Catarina. Só pode ser enterrado lá parente de uma família que já tenha lápide. Os demais cemitérios municipais da cidade, são 13 no total, enfrentam situação semelhante. Por isso, em alguns casos, famílias precisam procurar vagas em outras cidades catarinenses.

Há duas semanas, a Comcap montou uma força-tarefa para limpar o Cemitério São Francisco, após muita reclamação dos usuários. O local foi totalmente limpo para receber visitantes no Dia das Mães, segunda data em número de visitas a cemitérios, perdendo apenas para o Finados.

Obras viraram focos de mosquito da dengue Foto: Betina Humeres / DC
Muro não está contendo a erosão Foto: Betina Humeres / DC


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