Ex-marido de Marta Suplicy recebia sem trabalhar, diz João Santana - Geral - A Notícia

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Delação13/05/2017 | 18h12Atualizada em 15/05/2017 | 13h45

Ex-marido de Marta Suplicy recebia sem trabalhar, diz João Santana

Marqueteiro afirmou que Luís Favre recebia sem trabalhar

Ex-marido de Marta Suplicy recebia sem trabalhar, diz João Santana Guilherme Artigas/Fotoarena
Foto: Guilherme Artigas / Fotoarena

O marqueteiro João Santana disse em depoimento ao Ministério Público Federal (MPF) que o ex-marido da senadora Marta Suplicy (PMDB-SP) Luís Favre recebia sem trabalhar um salário mensal de R$ 20 mil na Polis. Segundo Santana, o emprego foi dado após um pedido de Marta porque Favre não podia nem mesmo "comprar uma bicicleta".

— A gente aceitava para agradar. Não tinha nenhuma utilidade. Ela (Marta) disse que eu não me preocupasse com o custo, que seria compensado com verba extra-oficial — afirmou o marqueteiro em sua delação premiada. 

A contratação ocorreu em 2008 e foi acertada logo nos primeiros encontros entre Marta e Santana para tratar da campanha à reeleição de Marta para a prefeitura de São Paulo. Na época ela estava no PT.

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De acordo com Santana, Favre não prestou nenhum tipo de serviço para a Polis e permaneceu na empresa mesmo depois de encerrada a campanha. O delator afirma que, questionada sobre isso, Marta teria dito: "Não se preocupe. Pelo currículo internacional dele, pode dizer que ele dá consultoria para suas empresas no Exterior".

Tanto Santana como sua mulher, a empresária Mônica Moura, afirmam que Marta sabia que os recursos para pagar o salário de seu marido na época vinham de caixa 2.

— A gente tinha estabelecido o preço da campanha, mas que aí ela incorporaria esse custo como uma forma de compensação. Era uma maneira de regularizar a vida contábil dele — disse Santana. 

Nas palavras de Mônica, era "direito branqueado", necessário para Favre, estrangeiro, sem renda naquela época.

— O pagamento do Luis Favre, entrou no bolo das despesas de campanha. Ele não prestou serviço. Ele é um estrategista, participava de algumas reuniões. Fizemos um contrato simulado a pedido da senadora — afirmou o marqueteiro.

 
 

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