Escolas de SC adotam estruturas sustentáveis para gerar economia e incentivar a educação ambiental - Geral - A Notícia

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Sustentabilidade18/05/2017 | 05h47Atualizada em 18/05/2017 | 05h47

Escolas de SC adotam estruturas sustentáveis para gerar economia e incentivar a educação ambiental

Escolas de SC adotam estruturas sustentáveis para gerar economia e incentivar a educação ambiental Divulgação / Prefeitura de Curitibanos/
Foto: Divulgação / Prefeitura de Curitibanos

Curitibanos, no Meio-Oeste catarinense, inaugura hoje o Núcleo Educacional Rotary, a segunda escola do município com cisterna para reaproveitamento de água da chuva. O primeiro colégio a ter o sistema foi o Núcleo Municipal Getúlio Vargas, em 2015, o que gerou uma economia 20,5% no último ano. A cidade, com 38 mil habitantes, tem a intenção de implantar o conceito de infraestrutura sustentável em mais três escolas e nos 11 centros de educação infantil da rede, três obras estão em andamento. 

Se a ideia se concretizar, a cidade servirá de modelo para implantação de medidas sustentáveis em instituições educacionais em Santa Catarina, que ainda tem poucas ações neste sentido. 

No caso de Curitibanos, a prefeitura realiza as obras com recursos próprios, mas desde 2013 há uma resolução no Programa Dinheiro Direto na Escola (PDDE), do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), que prevê repasse financeiro para escolas públicas, estaduais ou municipais que desenvolvam projetos voltados para a sustentabilidade.

Não há uma relação de quantas instituições já se inscreveram no projeto, mas a coordenadora do PDDE Escolas Sustentáveis na Secretaria de Educação de Santa Catarina, Ketryn Cidade, afirma que quase todos os colégios estaduais desenvolvem ações dentro da temática através das Comissões de Meio Ambiente na Escola.

– A Secretaria de Educação orienta que as escolas, em caso de reformas, observem ações voltadas para a sustentabilidade. As normas da ABNT já têm uma perspectiva universal com encaminhamentos de acessibilidade, por exemplo. E com essas comissões de meio ambiente, os colégios já estão mais empoderados em ações e construções, optando por madeira de reflorestamento, trocando as lâmpadas para economizar energia, realizando o descarte correto de resíduos – diz.

BENEFÍCIOS ALÉM DA ECONOMIA 

Dentro do Manual Escola Sustentável, criado pelo Ministério da Educação para guiar as escolas que pretendem receber recurso do FNDE,  estão ações voltadas para a estrutura física das instituições como a adaptação dos edifícios para garantir a acessibilidade, gestão eficiente de água e energia, saneamento e destinação adequada do lixo.

Na reconstrução da Rotary foram investidos R$ 3,3 milhões em recursos do município, a escola tem mais de 3 mil metros quadrados e atende 500 alunos. O projeto também prevê painéis de energia solar até o próximo ano, em busca da autossuficiência em energia. O prédio é considerado pela prefeitura de Curitibanos um modelo para ser replicado em outros núcleos de educação. Para a cisterna, foram destinados R$ 10 mil e a expectativa é que seja gerada uma economia de até 60% com os gastos em contas de água. Ainda não há plano de destinação para o dinheiro que será poupado.

A água da chuva acumulada pode ser utilizada para regar plantas, lavar o pátio da escola e nas descargas dos banheiros, reduzindo o consumo e o custo do fornecimento de água da rede pública. Para Victor Ybarzo, engenheiro ambiental que participou da implantação da primeira cisterna com areia do Brasil, na Escola de Ensino Fundamental Rio dos Anjos, em Araranguá, no Sul do Estado, os benefícios vão além da economia:

— Acredito que haja um impacto maior na educação das crianças, já que elas têm a oportunidade de perceber in loco o desenvolvimento do projeto, compreender de maneira prática a economia gerada pelas ações ambientais. Os professores também podem aproveitar os exemplos da própria escola para promover atividades voltadas para a sustentabilidade — explica.

Para complementar as ações voltadas para a sustentabilidade, será implantado no próximo ano um projeto para captação de energia solar na Escola Rotary, semelhante ao existentes em colégios de Joinville e Rancho Queimado (veja o quadro ao lado). O investimento planejado pelo município é de R$ 950 mil, com expectativa de recuperar o valor em seis anos com a economia de energia elétrica.

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