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Memória20/04/2017 | 09h02Atualizada em 20/04/2017 | 09h02

Últimos resquícios da histórica fábrica de papel de Itajaí são demolidos

Proprietário conseguiu retirar prédio centenário com acordo judicial

Foto: Marcos Porto / Agencia RBS

O que havia sobrado da antiga Fábrica de Papel da Barra do Rio, em Itajaí, foi para o chão nesta quarta-feira. O proprietário do prédio, Orlando Ferreira, fez um acordo na Justiça e conseguiu autorização para derrubar o que ainda restava de um dos prédios mais antigos da cidade.

A fábrica começou a ser demolida em 2014, semanas antes de ter seu tombamento histórico discutido. Na época a prefeitura havia tentado comprar o espaço para fazer ali um centro cultural, mas o preço alto _ R$ 30 milhões _ inviabilizou o negócio.

A demolição do prédio havia sido interrompida por uma ação civil pública, e os destroços ficaram por lá. Nos últimos tempos, o acúmulo de entulho fez do local um foco de proliferação do mosquito da dengue, o que já havia rendido notificações na prefeitura.

Histórica

A importância histórica da Fábrica de Papel de Itajaí ultrapassava as fronteiras da cidade. Antes de ser indústria, o terreno foi usado por Dr. Blumenau para abrigar os imigrantes alemães que chegavam de navio para colonizar o Vale.

A área foi comprada por outro alemão, Gotlieb Reif, que construiu o espaço em 1913 para fabricar caixas de charutos. Tempos depois, mudou de ramo e passou a fabricar papel.

A indústria foi a primeira especializada na fabricação de papeis no Sul do país.

 
 
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