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Saúde masculina12/04/2017 | 10h17Atualizada em 12/04/2017 | 15h00

Painel nos EUA dá novas orientações sobre rastreamento do câncer de próstata

Pacientes passam a ser aconselhados a discutir os benefícios e danos do rastreamento pelo sangue

Painel nos EUA dá novas orientações sobre rastreamento do câncer de próstata Rogerio da Silva/Agencia RBS
Foto: Rogerio da Silva / Agencia RBS

Um painel consultivo do governo dos Estados Unidos reverteu sua posição contrária a um controverso teste de rastreamento de câncer de próstata para homens de 55 a 69 anos, de acordo com recomendações preliminares publicadas nesta terça-feira na revista Journal of the American Medical Association.

Os pacientes são agora aconselhados a discutir os potenciais benefícios e danos do rastreamento através do antígeno prostático específico (PSA) com seus médicos, e depois decidir individualmente se este é o melhor caminho, informou a Força-tarefa de Serviços Preventivos dos Estados Unidos.

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Aqui no Brasil, o tema foi retomado no ano passado depois de divergências entre a Secretaria Estadual da Saúde do Rio Grande do Sul e Sociedade Brasileira de Urologia. Depois de discutirem o assunto, governo e a entidade entraram em um consenso e passaram a recomendar o rastreamento somente com orientação médica, que levará em conta se o paciente tem ou não sintomas. Quando houver histórico familiar, o homem deve conversar com os médicos sobre riscos e benefícios da investigação.

Nova posição inverte antiga recomendação nos EUA

O rastreamento baseado no PSA analisa a presença no sangue de uma proteína que é produzida pela próstata. Um nível elevado pode indicar um tumor canceroso, mas também sinalizar condições benignas. Por outro lado, um nível normal de PSA nem sempre descarta a presença de câncer.

"A decisão sobre ser ou não submetido ao rastreamento do câncer de próstata deve ser individual", disse a força-tarefa em sua recomendação, que será aberta a comentários do público até 8 de maio, antes de ser formalizada.

A posição marca uma inversão da recomendação do painel em 2012, quando este concluiu que os efeitos adversos do exame de sangue superavam seus benefícios.

A dosagem de PSA pode resultar em uma alta porcentagem de falsos positivos, e o tratamento agressivo de tumores de crescimento lento - que não representam uma ameaça significativa para a saúde do paciente - pode ter efeitos colaterais potencialmente devastadores, como incontinência e impotência.

A última recomendação diz que, de um modo geral, o rastreamento pelo PSA para homens com entre 55 e 69 anos "oferece um pequeno benefício potencial de reduzir a chance de morrer de câncer de próstata".

Para os homens de 70 anos ou mais, o painel consultivo continua recomendando a não realização da dosagem de PSA, argumentando que, nessa faixa etária, o câncer de próstata evolui lentamente e a taxa de sobrevivência de 10 anos é relativamente alta.

Mais de 161 mil homens nos Estados Unidos serão diagnosticados com câncer de próstata em 2017, de acordo com a Sociedade Americana de Câncer, e quase 27 mil morrerão com em média 80 anos.

*Zero Hora com AFP

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