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Quanto tempo a saúde pode esperar?11/03/2017 | 07h36

Filas da saúde: Maristela Roth integra a lista que aguarda por cardiologista

Atualmente há quase 1,8 mil pessoas em busca de consulta nesta especialidade

Filas da saúde: Maristela Roth integra a lista que aguarda por cardiologista Patrick Rodrigues/Agencia RBS
Foto: Patrick Rodrigues / Agencia RBS

Os dias de Maristela Aparecida Roth dividem-se entre os cuidados com os dois filhos mais novos e o pai acamado, que mora na casa ao lado, no bairro Salto do Norte. Aos 36 anos, Maristela, que trabalha como cuidadora de idosos, precisa de atenção redobrada com o coração.

Em 2015, ela deixou Jaraguá do Sul para morar em Blumenau e cuidar dos pais. Foi quando começou a frequentar o posto de saúde do Badenfurt. Maristela tem arritmia cardíaca e já sofreu dois infartos. Em 2016, foi vítima de problemas que reavivaram a preocupação com a saúde. No segundo semestre do ano passado, teve trombose na perna e embolia pulmonar, segundo ela provocada pelo efeito do anticoncepcional. Ficou internada, passou a tomar medicação e não sofreu mais complicações.



– Do posto de saúde me mandaram para um médico vascular no ambulatório da Furb, que demorou menos de um mês, e de lá me encaminharam ao cardiologista – conta.

A solicitação para a consulta foi feita em setembro, mas ela não tem informação sobre quando será atendida. O quadro hoje não traz maiores complicações ao dia a dia. Após cinco meses do início da espera, Maristela conseguiu trabalho em um abrigo de idosos da cidade. O marido, que havia ficado em Jaraguá do Sul, também veio para Blumenau. Embora ele ainda esteja em busca de emprego, voltar a trabalhar e ter a família toda ao lado diminuíram a ansiedade e os sintomas de Maristela. Nada, no entanto, que suspenda a necessidade do especialista. É pelo profissional que ela aguarda - ainda com alguma incerteza quanto ao tempo - para saber que precauções tomar para evitar problemas ao coração.

Dos atendimentos no posto de saúde e no Hospital Universitário da Furb, na Fortaleza Alta, guarda palavras gentis sobre a cortesia e o curto prazo de espera. Relatos comuns entre outros pacientes que procuram a atenção básica. Mas agora que solicitou consulta em uma das especialidades mais concorridas do município – atualmente há cerca de 1,8 mil solicitações pendentes e uma média mensal de 360 novos pedidos –, a incógnita passa a ser o tempo que ainda terá que esperar para o atendimento eletivo com o cardiologista.


Maristela Aparecida Roth, 36 anos
Salto do Norte
• Quadro: arritmia cardíaca
• Aguarda por: consulta com cardiologista
• Desde: 21/9/2016
• Posição: 387 (fila de 1.784 pacientes até quarta-feira)
• Panorama da fila: atualmente há quase 1,8 mil solicitações de consultas pendentes em cardiologia e uma média de 360 novas solicitações por mês. O município tem dois profissionais com carga horária de 20 horas semanais. Até 2016 eram três, e quase o dobro de consultas. Mais um médico deve ser contratado. O tempo médio de espera hoje é de sete meses. Segundo a Secretaria de Saúde, nas filas para consultas em cardiologia e oftalmologia a dificuldade está na contratação de profissionais, prejudicada pela oferta limitada de médicos e pelo fator remuneração.


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