"A corrupção é a maior ameaça da humanidade", diz novo chefe da Polícia Federal em Santa Catarina - Geral - A Notícia

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INVESTIGAÇÃO16/03/2017 | 19h15Atualizada em 16/03/2017 | 19h19

"A corrupção é a maior ameaça da humanidade", diz novo chefe da Polícia Federal em Santa Catarina

Delegado Marcelo Mosele assumiu nesta quinta-feira a superintendência da PF no Estado. Mara Baiocchi Sant'Anna ocupava o cargo desde 2015

"A corrupção é a maior ameaça da humanidade", diz novo chefe da Polícia Federal em Santa Catarina Marcello Casal Jr/Agência Brasil
Mosele já havia atuado em Santa Catarina na década passada Foto: Marcello Casal Jr / Agência Brasil
Diário Catarinense
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A superintendência da Polícia Federal em Santa Catarina passa a ser chefiada a partir desta quinta-feira pelo delegado Marcelo Mosele. Ele tomou posse no lugar da delegada Mara Baiocchi Sant'Anna, que liderava a PF no Estado desde 2015. Ao assinar sua nomeação na sede da Polícia Federal em Florianópolis, Mosele prometeu concentrar esforços no combate à corrupção, ao crime organizado e ao tráfico de drogas.

—A corrupção é a maior ameaça da humanidade. Trava o crescimento público, afugenta investidores externos, enfraquece a confiança no Estado, dificulta a implantação da cultura, do atendimento hospitalar, do eficaz sistema de segurança pública. E, principalmente, mata sem que seus autores venham a sujar as mãos com sangue, pois agem de forma sorrateira — anunciou.

Mosele é natural de Erechim (RS), mas já havia atuado nos quadros da PF em Santa Catarina. Foi delegado da Polícia Federal em Joinville entre 1998 e 2003, além de ter chefiado a PF em Joinville até 2006. Entre 2006 e 2007 também atuou em Florianópolis. Em passagem mais recente, liderou a superintendência da Polícia Federal no Rio Grande do Norte. Mosele atuava como adido da PF na França desde 2014.

A reportagem conversou com o delegado na solenidade de posse desta quinta-feira.

Qual será a prioridade no trabalho à frente da superintendência?

Combate à corrupção, ao tráfico de drogas, ao crime organizado. Desvio de verbas públicas, malversação do erário. Este será o carro-chefe.

As polícias Civil e Militar de SC enfrentam o crescimento dos homicídios e de conflitos entre facções. De que forma a PF pode contribuir?

A ideia, sim, é promover uma integração, interagir com os órgãos de segurança pública e apoiá-los na medida do possível.

Fala-se muito na operação Lava-Jato, o senhor também fala em combate à corrupção. O que se pode esperar de Santa Catarina no combate desse tipo de crime?

Será uma das principais diretrizes, uma de nossas principais metas. 

A superintendência de SC tem uma delegada muito ligada à Operação Lava-Jato (Érika Marena deu nome à operação e foi transferida para o Estado no final de 2016). O senhor já teve contato com ela?

Tive um rápido contato. Eu, literalmente, assumi hoje. Mas é uma excelente profissional e vem para somar, para acrescentar, para nos apoiar.

 
 
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