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Roteiro03/02/2017 | 08h05

Confira como curtir São Francisco do Sul mesmo em dia de chuva

Se o dia não deu praia, São Chico oferece um banho de cultura para quem quer passear pelas ruas do Centro, tombado pelo Patrimônio Histórico

Confira como curtir São Francisco do Sul mesmo em dia de chuva Salmo Duarte/Agencia RBS
Foto: Salmo Duarte / Agencia RBS

 

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Quando a praia está fora da programação, o final de semana não precisa acabar no sofá. Vale a pena colocar uma roupa confortável e o velho par de tênis para passear sem pressa pelo Centro Histórico de São Francisco do Sul, uma das cidades mais antigas do Brasil. Lugar onde viviam os primeiros índios carijós e que recebeu a colonização portuguesa no século 17. A arquitetura, no entanto, vai além. Com a intensificação do comércio de madeira e erva-mate, as construções tiveram também outras influências europeias. São 150 edificações, um dos maiores conjuntos arquitetônicos do Brasil, tombadas pelo Patrimônio Histórico em 1987.

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Onde ficam algumas atrações

Museu Nacional do Mar
Rua Manoel Lourenço de Andrade, 133
wwww.museunacional domar.com.br
(47) 3481-2155

Mercado Público
Rua Babitonga, s/nº
(47) 3444-5728

Igreja Matriz e Museu de Arte Sacra
Praça Getúlio Vargas
(47) 3444-5093

Parque Ecológico do Morro do Hospício
Rua Fernandes Dias, s/nº
(47) 3444-6682

Museu Histórico Prefeito José Schmidt
Rua Cel. Carvalho, nº 1
(47) 3444-5443

Mais informações
sobre o Centro Histórico de São Francisco do Sul no site: www.visitesaofranciscodosul.com.br


 

Para não ficar fora

Antes de partir, é bom saber que o Centro Histórico é servido de restaurante, lanchonete e rede bancária, mas ainda assim vale levar dinheiro trocado para pagar a entrada nos museus, que varia entre R$ 3 e R$ 5 por pessoa. O horário de funcionamento varia em cada estabelecimento. Durante a semana, alguns lugares turísticos abrem às 8 horas; outros, às 9 horas. Aos sábados e domingos, tem lugar que abre às 10 horas e outros às 11 horas. As bilheterias fecham no final da tarde, por volta das 17h30. O mais seguro para um tour é não chegar muito cedo. Para quem precisa trafegar na BR-280, atenção aos horários de engarrafamento.




Construção imponente

O passeio pelo Centro Histórico não ficaria completo sem conferir a Igreja Matriz Nossa Senhora da Graça, de 1665. Ver a majestosa imagem da santa e o belo interior da igreja é um momento imperdível para os fiéis. A visita também revela um pouco da história local. No corpo da igreja, sob o assoalho, eram enterradas as personalidades da cidade antes dos anos de 1900. Na construção da igreja, foi utilizada mão de obra escrava e os materiais são comuns à época, como pedras e argamassa feita de areia, conchas e óleo de baleia. Nos fundos da igreja funciona o Museu de Arte Sacra, onde uma das paredes mantém exposto o material construtivo original. O acervo do local tem 800 peças, entre imagens, documentos e outros objetos relacionados à arte sacra.




Passeio de família

Na primeira visita a São Francisco do Sul, o casal de Maringá (PR) Edgard Biscalquim, 39, e Liliana Hayakawa, 35, aproveitaram o tempo chuvoso para levar o filho Gustavo, de sete anos, ao Museu Nacional do Mar, depois de almoçarem no Forte.
– Gostei de ver que tem embarcações de vários lugares e de vários tipos, como remo e barco a vela – diz o pai, que parecia tão interessado quanto o garoto em desvendar toda a riqueza do lugar.




Sala dos corações

Um dos últimos lugares que uma pessoa de férias pensaria em visitar é uma biblioteca. A de São Francisco do Sul serve como breve intervalo para relaxar durante o tour e funciona somente de segunda a sexta. O lugar é aconchegante, bem iluminado, com tudo novinho, pois foi inaugurado no ano passado. Ali, o visitante pode descansar da caminhada no sofá, ler revista pelo tempo que quiser, usar computadores no segundo andar (com opção de acesso pelo elevador). O wi-fi gratuito é permitido por 45 minutos. As crianças também têm um espaço próprio para leitura com várias publicações. A sala de descanso ao fundo é alegre e colorida, com pufes e enfeitada com 222 corações de mosaico e pastilhas feitos por artistas de diferentes lugares do Brasil e crianças envolvidas em atividades sociais.




Lendas e sons

Ao chegar ao Centro Histórico, o visitante vai se impressionar com a vista da baía da Babitonga e a beleza das fachadas das construções. Algumas remontam ao século 17 (a cidade foi fundada em 1641). O passeio agrada tanto adultos quanto crianças. Para os pequenos, o principal atrativo é o Museu Nacional do Mar. O lugar é famoso por abrigar embarcações do navegador Amyr Klink, como a canoa Max, sua primeira embarcação, aos seis anos de idade – o presente do tio era usado para navegar pelas ruas alagadas de Paraty (RJ) nas marés cheias e na baía da Ilha Grande. Em seus 10 mil m², o museu abriga jangadas, baleeiras e outras embarcações em tamanho natural, que impressionam tanto pelos detalhes construtivos quanto pelo ambiente lúdico onde estão inseridas, com suas histórias e lendas. Segundo uma delas, em noites de lua cheia, as mulheres dos pescadores viravam bruxas enquanto os homens estavam em alto-mar caçando baleias. A certa altura no interior do museu, dá para ouvir o som da baleia e ver a representação dos pescadores e das bruxas. Ao final, quem gostou da visitação terá opções de lembranças por preços variados e poderá até acompanhar o trabalho do artista Enivaldo Ferraz Rodriguez, enquanto ele constrói veleiros de madeira de vários tamanhos.





Cadeia

Mais à esquerda do Centro da cidade fica o Museu Histórico Prefeito José Schmidt. Um dos objetos expostos revela uma prática bem diferente para os dias de hoje – o cesto que servia para transportar as pessoas até os navios por guincho. Antigamente, no local funcionava a cadeia no térreo e o fórum no segundo andar. As celas foram transformadas em salas de visitação, mas dá para ter uma ideia do espaço onde presos como os líderes da Guerra do Contestado ficaram. A solitária também foi preservada. No espaço com área de 2m x 2m e pouco mais de 1,60 metro de altura, sem luz elétrica, ficavam em isolamento os “perigosos, dementes e arruaceiros contumazes”, cita a placa de entrada. Funcionários contam que quando a maré subia, o local enchia d’água. Naqueles tempos, crianças de 12, 13 anos também iam para cadeia e ficavam sob a vigilância da primeira carcereira do Estado, Maria Rachadel de Lima. E a foto mais curiosa do passeio está exposta próximo à entrada do museu. A imagem datada de 1933 mostra a guarnição da cadeia pública e os presidiários posando para foto juntos em um ambiente nada intimidador. Um segura o violão, outro toma chimarrão na hora do clique. A foto mostra, ainda, que naquela cadeia os presos não tinham uniforme, exibiam cortes de cabelo bem variados e alguns até usavam chapéu.


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