Pró-reitor da UFSC se envolve em confusão com estudantes que participam de ocupação  - Geral - A Notícia

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EM FLORIANÓPOLIS18/11/2016 | 16h30Atualizada em 18/11/2016 | 16h44

Pró-reitor da UFSC se envolve em confusão com estudantes que participam de ocupação 

Em vídeo publicado nas redes sociais, é possível ver o docente tentando passar por uma barreira feita por alunos que participam da mobilização 

Pró-reitor da UFSC se envolve em confusão com estudantes que participam de ocupação  Corte /Reprodução Facebook / Ocupa CCE/Ocupa CCE
Foto: Corte /Reprodução Facebook / Ocupa CCE / Ocupa CCE

Um vídeo publicado nas redes sociais durante a noite de quarta-feira reacendeu a discussão entre alunos e atual administração da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), em Florianópolis. Com mais de 40 mil visualizações, as imagens mostram o momento em que o pró-reitor de Graduação e professor, Felício Margotti, se envolve em uma confusão com os estudantes que ocupam parcialmente o prédio do Centro de Comunicação e Expressão (CCE). Na publicação, que tem menos de 20 segundos, é possível ver o docente tentando subir as escadas e sendo barrado pelos alunos

De acordo com o relato do docente, na tarde de quarta-feira havia avaliação de trabalho no prédio ocupado e todas as outras pessoas que participariam do evento conseguiram entrar. 

— Eu fui barrado. Disseram que meu nome não estava na lista, que eu não tinha sido relacionado, mas todos os professores da pós-graduação foram listados e eu sou professor. Assim, eu questionei e fui entrando, e me empurraram. Eu tentei subir as escadas e me puxaram. Inclusive um dos estudantes tentou me imobilizar e eu fiz uns movimentos para tentar me desvincilhar — contou Margotti.

O movimento Ocupa CCE, que não foi encontrado para falar sobre o assunto,  informou por nota que, com o objetivo de trazer segurança para os estudantes, todas as pessoas que entrarem no prédio precisam se identificar. 

— [O docente] se recusou a seguir os procedimentos padrões de entrada e não esteve aberto ao diálogo, chegando a agredir os alunos que tentaram controlar sua passagem— afirmou o grupo. 

No comunicado oficial escrito pelo movimento, os estudantes afirmam o professor agrediu um dos estudantes. No entanto, Felício rebate as acusações.

— Resolveram me acusar de agressão, mas eu não agredi ninguém. Eu fui desrespeitado como professor — justificou. 

O Diário Catarinense também tentou falar com o grupo de advogados que auxilia nas ocupações para saber se alguma medida judicial já foi tomada, mas ninguém retornou. 

Segundo o chefe de gabinete da UFSC, Áureo Mafra de Moraes, informalmente se tem ciência de que houve um incidente entre o professor e alguns acadêmicos. Apesar disso, a administração da UFSC pretende tomar uma providência somente após o registro de Boletim de Ocorrência (BO).

— O reitor recebeu um grupo de servidores que pediram providências sobre o episódio e ele disse o faria que somente depois da formalização da denuncia — informou Moraes. 

Confira a nota emitida pelos alunos que participam do movimento Ocupa CCE

"O prof. Felício Margotti, pró-reitor da UFSC, ex diretor do Centro e professor da pós graduação, se recusou a seguir os procedimentos padrões de entrada e não esteve aberto ao diálogo, chegando a agredir os alunos que tentaram controlar sua passagem. Felício realiza suas atividades no prédio da reitoria devido ao cargo que exerce. Além de não justificar sua entrada e não possuir seu nome em nenhuma das bancas de defesa que ocorreram no dia 16/11/2016, não estão acontecendo aulas da pós-graduação no edifício, não havendo, portanto, motivo aparente para entrar nos blocos do CCE e mostrando que sua entrada no prédio nesse contexto foi apenas uma tentativa de atacar os estudantes.

Pela relevância de seu cargo e posição de formador de opinião dentro da Universidade, é consenso dos ocupantes e dos alunos que presenciaram o ato, que a atitude do pró-reitor foi extremamente antidemocrática, agressiva e não condizente com o caráter pacífico da ocupação. O Ocupa CCE se recusa a adotar qualquer postura violenta e acredita que as reivindicações devem ser feitas em um espaço aberto ao diálogo e livre para manifestações de opinião. Acreditamos que o respeito e a democracia devem prevalecer e repudiamos qualquer ato que fira a integridade dos ocupantes e os direitos humanos".

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