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Caso Laura19/10/2016 | 09h15Atualizada em 19/10/2016 | 09h16

Sentença para acusados da morte da menina Laura Cardozo deve sair neste mês

Ministério Público de Araquari acredita em pena de até 22 anos de prisão para padrasto acusado de agressões

Sentença para acusados da morte da menina Laura Cardozo deve sair neste mês Reprodução/Facebook
Laura Cardozo sofreu traumatismo craniano Foto: Reprodução / Facebook

A juíza Cristina Paul Cunha Bogo deve decidir, até o fim deste mês, as sentenças para o padrasto da menina Laura Cardozo, Rafael Silva dos Santos, de 21 anos, e para a mãe dela, Rozemére Cardozo, de 26. Os dois são acusados de agressões que causaram a morte da menina de três anos, em abril deste ano. Os advogados de defesa têm até esta quarta-feira para apresentar as alegações finais do processo.

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O Ministério Público de Araquari avalia que, se for condenado, o padrasto pode pegar até 22 anos de prisão pelos crimes de tortura seguida de morte e estupro de vulnerável, acrescido de qualificações. Para a mãe, pelo crime de tortura e omissão, a promotoria calcula cinco anos de prisão. O promotor responsável pelo caso é Diogo Luiz Deschamps. O MP ainda recorre da decisão da Justiça de não aceitar denúncia contra a mãe da menina por estupro.

No dia 9 de abril deste ano, a menina Laura Cardozo, de três anos, foi internada em estado gravíssimo no Hospital Infantil Dr. Jeser Amarante Faria, em Joinville. Ela faleceu no dia seguinte. Para a polícia, Rozemére contou que saiu para trabalhar e deixou a filha aos cuidados do padrasto. Quanto voltou para casa, encontrou a filha com hematomas e desmaiada na cama.

Em depoimento, Rafael negou as agressões. Ele contou que estava saindo da casa de uma tia com a menina, de bicicleta, quando um cachorro os atacou e ambos caíram. Depois, disse que, na verdade, não estavam de bicicleta e que a criança estava no colo e que ele teria caído sobre ela. Rafael foi preso em flagrante.

Exame de corpo de delito da menina confirmou que havia hematomas em diversos pontos do corpo e que ela sofreu também traumatismo craniano. Para a polícia, resultado desmente a versão do padrasto. No dia 21 de abril, o delegado Rodrigo Aquino Gomes, de Araquari, responsável pelo caso, recebeu laudo que comprovou que Laura foi estuprada. Mas exame de DNA apontou que o material genético encontrado no corpo da menina era inconclusivo.

Exame de DNA não encontra material genético do padrasto no corpo de menina Laura Cardoso

O promotor Diogo Luiz Deschamps quer que o caso seja um marco para a rede de proteção à infância e à juventude em Araquari. Segundo ele, um dos passos fundamentais é envolver a comunidade para que faça as denúncias não apenas por meio do Disque 100, mas também e, principalmente no município, para os órgãos que funcionam na cidade. Com isso, agiliza e torna o atendimento mais eficiente.

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