Gerente executiva da Fahece acumulará cargo de presidente - Geral - A Notícia

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Saúde em crise11/10/2016 | 22h33Atualizada em 11/10/2016 | 22h56

Gerente executiva da Fahece acumulará cargo de presidente

Miriam Gomes Vieira de Andrade ficará no cargo por até 90 dias, prazo para o conselho da fundação escolher novos nomes

O Conselho Curador da Fahece, fundação responsável pela gestão do Centro de Pesquisas Oncológicas (Cepon) e do Centro de Hematologia e Hemoterapia de Santa Catarina (Hemosc), escolheu em reunião na noite desta terça-feira o nome da administradora que ocupará provisoriamente o cargo de presidente. A decisão acontece quase uma semana depois da renúncia da diretoria executiva, na última quinta-feira. Trata-se de Miriam Gomes Vieira de Andrade, atual gerente executiva da entidade.

MP-SC anuncia reuniões periódicas para acompanhar Hemosc e do Cepon
Diretoria da Fahece renuncia em meio a crise financeira por atrasos do Estado 

Miriam trabalha há 14 anos na instituição e deverá ficar no cargo por até 90 dias, prazo para o Conselho Curador encontrar novos nomes para a diretoria executiva. Enquanto isso, ela deve acumular a presidência com a diretoria administrativa e financeira. Sua nomeação deve ocorrer na quinta-feira, quando a ata da reunião for encaminhada ao promotor Davi do Espírito Santo, do Ministério Público de Santa Catarina (MP-SC), que homologará a escolha da conselho.

Também nesta terça-feira, ficou decidido que Fahece e Secretaria de Estado da Saúde farão reuniões a cada três meses com o MP-SC para informar sobre o andamento das contas e do serviço prestado pela fundação. Os constantes atrasos nos repasses por parte do governo do Estado foram a justificativa para a renúncia da última diretoria executiva. 

Atraso em repasses liga alerta da Saúde em Santa Catarina

A pedido da Secretaria de Estado de Saúde, o MP-SC recebeu o secretário João Paulo Kleinubing para tratar sobre a atual situação da Fahece. A portas fechadas, o secretário explicou a atual situação financeira da Saúde em Santa Catarina. A reunião durou cerca de uma hora e em seguida houve uma entrevista coletiva para a imprensa:

— Não houve falta de atendimento, o que há é apenas um atraso normal nos pagamentos, que ocorre em todo o país por causa da crise. A Secretaria mantém um fluxo mínimo de pagamentos para a Fahece e isso é o suficiente para manter 100% do serviço — disse Kleinubing.

Em agosto deste ano, a Fahece chegou a anunciar a suspensão de cirurgias eletivas por falta de recursos. Na semana passada, a diretoria da fundação renunciou citando uma dívida por atrasos em pagamentos que chegariam a R$ 58 milhões. Através do Portal da Transparência do Governo, é possível verificar que o Estado efetuou R$ 104 milhões em pagamentos para a fundação até outubro de 2016. Levando em consideração o contrato mensal de R$ 12 milhões, o governo estaria devendo cerca de R$16 milhões à fundação, sem considerar dívidas acumuladas de anos anteriores.

Para o promotor da 33ª Promotoria de Justiça da Capital, Wilson de Paulo Mendonça Neto, o objetivo da reunião periódica é acompanhar se Estado e Fahece vão manter os serviços de atendimento.

— Neste primeiro momento, o mais importante é garantir o atendimento para a população e não deixar ninguém preocupado. Essas reuniões serão importantes para termos informações atualizadas — disse o promotor.

O promotor Davi do Espírito Santo também participou da reunião com o secretário Kleinubing. Ele explicou que a nova administrador da Fahece será  responsável por representar a fundação nas reuniões periódicas, que devem começar no dia 20 de outubro.

— A diretoria da Fahece é composta pelo presidente e os diretores administrativo e financeiro. Com a renúncia, o Conselho Curador da Fahece escolhe um administrador provisório, que na prática acumula parte dessas funções. Essa pessoa fica responsável pela administração da fundação por um período de 60 a 90 dias, tempo suficiente para a curadoria eleger uma nova diretoria - explicou Davi. 


 
 

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