Casa de funcionário da penitenciária da Canhanduba é atingida por tiros em mais uma noite violenta em SC  - Geral - A Notícia

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Tensão no Litoral13/10/2016 | 10h03Atualizada em 13/10/2016 | 11h53

Casa de funcionário da penitenciária da Canhanduba é atingida por tiros em mais uma noite violenta em SC 

Cidades do Litoral Norte têm onda de violência. Crimes começaram após descontentamento de presos do complexo penitenciário de Itajaí

O Litoral Norte catarinense teve mais uma noite de violência. A Polícia Militar (PM) de Balneário Camboriú foi chamada durante a madrugada desta quinta-feira para atender ocorrência de disparo de arma de fogo contra a casa de um funcionário da penitenciária da Canhanduba. Segundo o relatório, quatro tiros acertaram o portão e muro da residência. Ninguém ficou ferido. 

O dono da casa, localizada no bairro Municípios, trabalha como agente de controle na Penitenciária de Itajaí. Ele é funcionário terceirizado da empresa Monte Sinos - que presta serviço de segurança para o Estado. Conforme o relato dos policiais, o homem acordou com barulhos de tiros por volta de 1h30min. A polícia fez buscas na região, mas ninguém foi preso. 

Na mesma região, uma caminhonete foi incendiada durante a madrugada. Perto das 4h30min a polícia foi até a rua Biguaçu e visualizou um veículo em chamas. O Corpo de Bombeiros foi chamado e conseguiu controlar o fogo. Conforme o relato dos vizinhos, um carro prata passou de forma suspeita no local antes do incêndio. Apesar das informações, não se sabe o paradeiro do autor do crime. 

Polícia Militar faz operação durante a madrugada desta quinta-feira em Navegantes Foto: Fabiano Correia da Silva / Agencia RBS

Descontentamento de presos e onda de violência

Desde o início da semana Itajaí e Balneário Camboriú enfrentam clima de tensão nas ruas. Tudo começou com uma lista de reivindicações que partiu de presos do complexo da Canhanduba. 

Eles reclamam das revistas íntimas aos familiares, de falta de medicamentos, de irregularidades no cumprimento das penas do regime semiaberto e de violência de agentes prisionais. Ainda na segunda-feira, por ordem do Primeiro Grupo da Capital (PGC), detentos da penitenciária foram impedidos de trabalhar e receber visitas, o que motivou protesto. 

Na madrugada de terça-feira a BR-101 foi fechada com barricadas. Veículos foram incendiados e a casa de um policial foi atingida por tiros. Três homens acabaram mortos em confronto com a Polícia Militar. 

Na tarde de  terça-feira os protestos se transformaram em motim, agravado com a decisão do Departamento Estadual de Administração Prisional (Deap) de transferir para outras unidades 15 presos que estariam comandando os atos.

Já na noite desta quarta-feira, quatro homens foram mortos em um confronto com policiais por volta das 19h, em Navegantes. Um outro suspeito de pertencer ao PGC foi detido. Com o grupo a polícia apreendeu 5 armas de fogo, 3 coletes balísticos e drogas.

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