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Segurança11/10/2016 | 07h31

Boletins de ocorrência de furto e roubo agora podem ser feitos pela internet

Delegacia de Polícia Virtual de Santa Catarina disponibilizou serviço no início do mês

Boletins de ocorrência de furto e roubo agora podem ser feitos pela internet Maykon Lammerhirt/Agencia RBS
Método tem o objetivo de economizar dinheiro e tempo do Estado e do cidadão Foto: Maykon Lammerhirt / Agencia RBS

Desde o início deste mês, os catarinenses podem registrar boletins de ocorrência (BOs) de furto e de roubo pela internet, sem a necessidade de dirigir-se até uma delegacia. O procedimento, que já existia há alguns anos para outros serviços, ficou disponível em 3 de outubro e tem o objetivo de otimizar os trabalhos da Polícia Civil em todo o Estado. Além disso, garantirá agilidade e economia para a população.

O boletim pode ser gerado no site da Delegacia de Polícia Virtual, que agora oferece a opção “furto e roubo” em seu menu online. Ali, é possível informar o endereço onde o crime ocorreu e a data, além de outras especificações, que dependem das primeiras respostas. Após o registro, o comunicante receberá um número de protocolo e a senha de acesso para acompanhar o processo.

Segundo o diretor de inteligência da Polícia Civil de SC, Antônio Kale, a partir desta iniciativa será possível registrar quase metade das ocorrências por meio da delegacia virtual. Assim, as delegacias locais poderão remanejar recursos humanos e orçamentos.

– Em vez de ficar registrando delitos, o policial poderá assumir a sua posição, que é a de investigação. A Polícia Civil economiza ainda na estrutura utilizada para fazer os boletins de ocorrência – afirma Kale.

Ele salienta ainda que, em pesquisa feita em 2013, o custo para o cidadão deslocar-se à delegacia para registrar um BO chegava a R$ 16, e o tempo de espera era de 25 minutos. Enquanto isso, o boletim online custa cerca de R$ 2 (referente à utilização da internet) e demora de dois a cinco minutos para responder ao questionário.

Outra vantagem é que o BO poderá ser feito a qualquer momento, enquanto algumas delegacias têm horários de atendimento limitado. Ao Estado, o custo para os registros em setor físico é a metade do online: de R$ 18 para R$ 9. No primeiro semestre do ano passado, 75.760 ocorrências foram registradas via online em SC e 42% se referem à perda de documentos. No total, 880 mil ocorrências foram informadas à Polícia Civil em 2015.

Como funciona

O comunicante de um delito deve entrar no site da Delegacia de Polícia Virtual (delegaciaeletronica.sc.gov.br). Na capa, há um menu com os tipos de boletins de ocorrência disponíveis para registro online. Ao clicar em “furto e roubo”, o usuário precisará responder se houve algum tipo de violência ou ameaça no crime do qual foi vítima, para ser remetido para a página de roubo (caso tenha sofrido agressões) ou furto (se não houve contato entre o criminoso e a vítima). Em cada uma delas, haverá diferentes questionários para serem preenchidos com as informações sobre o delito, além dos dados do comunicante.

Após fazer a inscrição, a equipe da Delegacia de Polícia Virtual, localizada no departamento de inteligência da Polícia Civil, em Florianópolis, visualiza o registro, faz eventuais correções e, se for o caso, homologa o BO. Nesta etapa, o cidadão pode ser contatado para mais esclarecimentos antes da homologação, se for necessário. Depois de homologado, é feito o encaminhamento do registro à Delegacia de Polícia Civil da região onde o fato aconteceu e despachado por um delegado de polícia.

Além do registro de ocorrências de roubo e de furto, o BO online também está disponível para perda de documentos e de objetos, recuperação de documentos e/ou de objetos, ameaça, calúnia, injúria e difamação, dano causado por fenômenos da natureza e acidente de trânsito sem vítima, além do serviço de denúncia anônima.

Em casos como latrocínio (roubo que resultou na morte da vítima) e furto e roubo de veículo, é necessário fazer o registro na Delegacia de Polícia mais próxima. São ignorados automaticamente os registros realizados por menores de 18 anos, e se o local onde ocorreu o fato, a residência ou o documento do comunicante não forem de Santa Catarina.

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