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Crime silencioso 27/06/2015 | 06h02

A cada dois dias uma criança é vítima de abuso sexual na região de Joinville

Em levantamento exclusivo para o jornal "A Notícia", delegacia especializada de Joinville revela dados assustadores sobre este crime

A cada dois dias uma criança é vítima de abuso sexual na região de Joinville Salmo Duarte/Agencia RBS
Além de não haver testemunhas e flagrante, a vítima é vulnerável e não tem capacidade de se defender Foto: Salmo Duarte / Agencia RBS

A violência sexual contra criança é mais comum do que se imagina. Está acima de classe social ou nível de instrução. Um levantamento exclusivo feito pela Delegacia de Proteção à Criança, Adolescente, Mulher e Idoso de Joinville para o jornal "A Notícia", constatou que 576 vítimas deste tipo de abuso, com idades de zero a 12 anos, foram atendidas entre agosto de 2012 e abril de 2015. Isso significa que houve uma vítima a cada dois dias na região de Joinville.

Confira mais em página especial produzida pelo "AN" 

Os dados levam em consideração as cinco cidades atendidas pela delegacia (Joinville, Araquari, São Francisco do Sul, Itapoá e Garuva), embora 90% dos casos sejam de Joinville. Os números, porém, não levam em conta a pilha de mais cem registros de violência sexual que ainda não foram avaliados por defasagem de efetivo na delegacia. As 576 vítimas foram atendidas em 497 registros desenrolados na delegacia, pois em cada registro pode existir mais de uma vítima.

- Os números daqui me assustam, considerando a consciência que as pessoas têm de pensar que isso não ocorre - observa a delegada Tania Harada.

Em pelo menos 200 registros, foi possível identificar indícios de abuso sexual. Nos outros existe apenas o relato da vítima. Como se trata de um crime silencioso, que normalmente ocorre entre quatro paredes, a investigação torna-se um grande desafio. Além de não haver testemunhas e muito menos flagrante, a vítima é vulnerável, não tem capacidade de se defender e não tem a mínima noção de que o seu direito está sendo violado.

- É muito difícil pegar em flagrante e normalmente o agressor é alguém muito querido, que está do seu lado. Por isso, a apuração desse crime é uma das prioridades.

 



Confira mais na página especial:

- Estatística pública é defasada e está longe do ideal
- Assistência Social de Joinville perde investimento federal
- Saúde se mobiliza para tentar melhorar atendimento



(Clique na imagem para ver a reportagem especial multimídia):
Crime silencioso

Confira depoimento da mãe das meninas:

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