O ano em que eu mudei de vida30/12/2013 | 21h45

Três médicos deixam Cuba para trabalhar em Araquari, no Norte de SC

Para marcar esta virada de ano, "A Notícia" apresenta histórias de pessoas que decidiram correr atrás dos seus sonhos em 2013. No caminho, acabaram transformando suas rotinas e a si mesmos

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Três médicos deixam Cuba para trabalhar em Araquari, no Norte de SC Cleber Gomes/Agencia RBS
Trio de médicos cubanos se mudaram para Araquari em 2013 e começam a trabalhar no ano novo Foto: Cleber Gomes / Agencia RBS
A viagem para chegar até aqui foi desconfortável. Em um avião da Força Aérea Brasileira (FAB), onde o acento era duro e o balanço da turbulência chegava a embrulhar o estômago, a aterrissagem no Brasil foi um alívio para ao menos três cubanos. Não só porque eles colocaram o pé no chão.

Mas porque será, a partir de agora, nestas terras tupiniquins, que eles vão garantir uma vida e um emprego novo, além de uma oportunidade, que como eles mesmos consideram, de aprendizado.

Os médicos de Cuba Nídia Caridad Gomez Soares, 36 anos, seu companheiro Lazaro Jesus Dominguez Diaz, 45, e a colega Lina Belkes Gomez Santana, 43, chegaram no País na segunda etapa do Programa Mais Médicos. Depois de duas semanas de treinamento em Brasília e mais orientações em Florianópolis, no começo de dezembro, o trio foi deslocado ao seu novo lar: Araquari.

Confira uma galeria de fotos com as pessoas que mudaram de vida

Ao percorrerem a cidade, pareciam estar satisfeitos. Até o local, segundo eles, lembra a ilha da América Central. Na praça do Centro, a maria-fumaça que fica em exposição chamou a atenção. Na terra deles não tem, brincaram.

O casal Nídia e Lazaro, por sorte, conseguiu trabalhar no mesmo posto de saúde, no Centro de Araquari. Ele deixou dois filhos em Cuba, de outro casamento. A saudade será aliviada uma vez por ano, quando os médicos cubanos podem passar um mês de férias no país. O contrato deles é de três anos de trabalho.

Já Nídia deixou familiares, mas eles estão acostumados com a distância. Os três médicos já atuaram em programas internacionais de saúde, na Venezuela e na África.

Mas quem está com o coração apertado mesmo é Lina, que vai trabalhar no posto de saúde do bairro Itinga.

Seu marido ficou em Cuba com dois filhos, um de 15 e outro pequeno de três anos. Ao falar em como vai ficar esta saudade, ela levantou os ombros, com aquele olhar tristinho que só mãe consegue transmitir. A apreensão é visível, mesmo sabendo que os filhotes estão em boas mãos.

Deixando a saudade de lado, ao falar de trabalho, o trio mostrou satisfação. Para a comunidade, não importa se a língua é diferente, o que vale é se o atendimento é eficaz. E os médicos afirmam que estão preparados para isso.

O que chamou a atenção deles para vir ao Brasil participar do programa?
— Cuba ama o Brasil — resumiu Nidia.

Além da oportunidade de aprendizado, de aventura, de experiência e em fortificar o desejo que eles possuem em trabalhar com saúde da família, os três cubanos tem um único objetivo no Brasil: realização de vida, a começar por 2014.

Para quem deseja transformar sua rotina e viver uma nova experiência, eles sugerem pensar em todos os poréns: famílias, amigos, dinheiro. Após a análise, arrisque-se. Esta, para eles, é a melhor forma de mudar.

Comentar esta matéria Comentários (1)

André

Falta informar que as famílias permanecem em Cuba como reféns e o dinheiro pago pelo Governo Brasileiro para eles será confiscado pelos Castro. Isso não e opção de vida eles foram obrigados a vir devido a um acordo entre petistas e aquela ditadura nojenta que esculhamba aquele país a 50 anos!

31/12/2013 | 11h49 Denunciar

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