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Pela internet27/11/2012 | 10h31

Após 28 anos, joinvilense reencontra a mãe que vive em Mato Grosso

Edenilson veio para Santa Catarina com dois anos, trazido pelo pai

Após 28 anos, joinvilense reencontra a mãe que vive em Mato Grosso Leo Munhoz/Agencia RBS
Edenilson fala todos os dias com a mãe pela internet Foto: Leo Munhoz / Agencia RBS
As eleições deste ano vão ficar na memória do eletricista Edenilson Bonfim Ferreira, 30 anos. Foi por meio delas e de uma ideia da mulher que ele conseguiu localizar a mãe, que não vê há 28 anos.

Edenilson nem chegou a gravar os traços de Iolanda Bonfim Ferreira, 51, e ainda desconhece as razões que separaram os dois. Entre uma conversa tímida com Iolanda pela internet ou com perguntas mais diretas para o pai, aos poucos, a história se esclarece.

O que ele sabe é que, quando tinha dois anos, deixou a cidade de Denise, no Mato Grosso, com o pai e veio para Joinville. Neste ano, a mulher de Edenilson, Leia Carlini Fernandes Ferreira, 18, decidiu ajudar o marido a encontrar a mãe. Inicialmente, eles tentaram achar Iolanda no Facebook.

Depois, fizeram pesquisas na internet e conheceram o site www.desaparecidosdobrasil.org, especializado em encontrar pessoas. Por meio do trabalho voluntário do site e da ideia de Leia de procurar os documentos de Iolanda no cartório em que ela e o pai de Edenilson se casaram há 30 anos, eles descobriram a cidade em que Iolanda havia votado nessas eleições: Sinop, no Mato Grosso.

A mais de dois mil quilômetros de distância, foi uma questão de horas até Iolanda ser contatada pela voluntária do site por mensagem de celular. No mesmo dia, a voluntária também comunicou Leia sobre o paradeiro da sogra. No dia 5 de novembro, Edenilson chegou do trabalho para almoçar e não se conteve ao ouvir da mulher que sua mãe havia sido encontrada.

— Foi bastante emocionante, o coração bateu mais forte. É algo que não tem como explicar. Saber que ela está viva, que vou poder abraçá-la — disse, com os olhos se enchendo d’água. Emocionado, Edenilson ligou para Iolanda e já a chamou de mãe.

— Eu disse alô, é quem? Oi, mãe, é o Edenilson... — lembra, parecendo ainda não acreditar.

Ele conta que ela pensou que fosse um trote, mas à medida em que trocaram as primeiras palavras iam se dando conta que as quase três décadas de busca, finalmente, tinham ficado para trás.

Os dois conversam diariamente por telefone ou pela internet, e se veem pela câmera do computador. Agora, mãe e filho ainda têm dois obstáculos a vencer: a distância e o preço das passagens, mas nem por isso deixam de sonhar com o abraço.

Edenilson ganhou mais um irmão

O eletricista não sabia, mas a primeira semana ainda guardava surpresas. Assim que conversou com Iolanda pela primeira vez, soube que tinha seis irmãos por parte de mãe. Ele, de repente, viu-se no meio de uma família grande.

A semana passou e Edenilson e Iolanda foram se falando diariamente até o dia em que ele pediu para ver os irmãos pela câmera do computador.

— Quando eu o vi, senti uma ligação muito forte. Aí, resolvi perguntar para ela se ele era filho do meu pai também e ela disse que sim — conta.

Agora, não apenas Edenilson, mas o pai Antônio Ferreira, 54, também não vê a hora de conhecer o filho Valdeir, hoje com 28 anos. Quando Antônio deixou a mulher nem fazia ideia que ela estava grávida. A gestação era recente e ela também não sabia.

— Foi pura emoção, né? Eu não esperava — diz Antônio, que tem outros quatro filhos.

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