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Patrimônio03/10/2018 | 21h11Atualizada em 03/10/2018 | 21h14

Bombeiros concluem vistorias em museus de Joinville

Entenda quais são as unidades mais problemáticas, segundo o relatório apresentado ao Ministério Público

Bombeiros concluem vistorias em museus de Joinville Salmo Duarte/Agencia RBS
Museu de Sambaqui é afetado por enchentes e sofre com umidade e outros fatores ambientais Foto: Salmo Duarte / Agencia RBS

Os Bombeiros Militares de Joinville concluíram as vistorias a quatro unidades museológicas de Joinville, ação iniciada em 19 de setembro, após o incêndio no Museu Nacional do Rio de Janeiro. O relatório foi entregue à 14ª Promotoria de Justiça da Comarca de Joinville e À Prefeitura de Joinville em 27 de setembro e especifica os problemas encontrados no Museu Nacional de Imigração e Colonização (MNIC), no Museu de Arte de Joinville (MAJ), no Museu Arqueológico de Sambaqui e no Museu Casa Fritz Alt, assim como as soluções para estas questões. 

Entre os principais problemas estão questões pequenas, que facilmente podem ser corrigidos, como falta de iluminação de emergência, sinalização de saída, falta de extintores e altura de corrimão. No entanto, duas situações demonstraram ser mais preocupantes: a Cidadela Cultural Antártica, que integra a unidade do Museu de Arte de Joinville porque dois galpões abrigam o acervo; e o Museu de Sambaqui, que já foi interditado em diferentes períodos nos últimos sete anos por apresentar os mesmos problemas atuais. 

Na Cidadela, os bombeiros indicam que a fiação elétrica precisa de manutenção.  "Neste local foi observado que a instalação elétrica oferece visível risco à segurança do ambiente. Em alguns pontos a rede elétrica tem contato com a calha metálica de drenagem do telhado, o qual apresenta vazamentos e, estando exposta a intempéries, pode causar desgastes à fiação ocasionando fuga de corrente e potencializando a ocorrência de um princípio de incêndio", informa o relatório. 

No Sambaqui, que é constantemente afetado pelos alagamentos da região Central de Joinville, foi apontado que  está "com sua estrutura visivelmente fragilizada por ação de umidade e outros fatores ambientais, carecendo de uma perícia técnica para apurar as reais condições da edificação, que apresenta várias rachaduras e infiltrações". 

Segundo assessoria do Ministério Público, o promotor substituindo da 14ª Promotoria de Justiça está analisando a documentação e deve ter um posicionamento até o fim do mês. Em nota emitida no início das vistorias, a Prefeitura informou que o município está elaborando um cronograma de ações para a montagem do plano de segurança e melhorias na infraestrutura dos museus, conforme as exigências técnicas. O cronograma deverá ser apresentado ao Corpo de Bombeiros assim que for finalizado. 

 JOINVILLE, SC, BRASIL (17-05-2017) - Prédio da Cidadela Cultural Antarctica em Joinville. (Foto: Maykon Lammerhirt, Agencia RBS)
Anexos 1 e 2 da Cidadela Cultural Antarctica são usados como reserva técnica do Museu de Arte de JoinvilleFoto: Maykon Lammerhirt / Agencia RBS

Em reforma ou com projeto à espera de recursos

Dois destes museus já estão em processo de reforma. O Museu Fritz Alt está interditado para reforma desde 2015. Sua construção já passou por restauros no telhado, mas ainda falta a manutenção da parte elétrica e do forro.  

O Museu de Imigração está fechado desde fevereiro para começar as obras de restauro e ampliação. Ele precisa de um novo prédio para funcionar como acervo técnico, já que o imóvel principal foi construído em 1870 para ser uma residência e é tombado como patrimônio histórico nacional — o que significa que não pode passar por intervenções que mudem sua estrutura. 

Os recursos para o acervo já foram conquistados via Ministério do Turismo, mas as obras ainda não tem data para começar. Antes, é necessário que o terreno seja drenado. Já as obras de restauro do casarão principal dependem de recursos captados via Lei Rouanet. 

O Museu de Sambaqui tem um projeto arquitetônico de novo prédio, mas aguarda projeto para captação de recursos. Já os anexos do Museu de Arte de Joinville na Cidadela Cultural Antarctica não tem previsão de reforma. O imóvel é patrimônio cultural municipal e o projeto de restauro e sua execução são avaliados em R$ 30 milhões. 

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Grupo verifica itens relacionados aos planos contra incêndios e pânico, como extintores, saídas e sinalização de emergênciaFoto: Salmo Duarte / A Notícia

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