Acusado de esfaquear a mulher em frente ao filho de dois anos vai a júri popular em Joinville - A Notícia

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Segurança16/10/2018 | 06h30Atualizada em 16/10/2018 | 11h32

Acusado de esfaquear a mulher em frente ao filho de dois anos vai a júri popular em Joinville

Crime ocorreu em janeiro de 2016, no bairro Comasa, na zona Leste de Joinville

Acusado de esfaquear a mulher em frente ao filho de dois anos vai a júri popular em Joinville Rodrigo Philipps/Agencia RBS
Bobby, cachorro "comunitário" da vizinhança, passou pelo portão e ficou com a vítima e o filho dela até a chegada da Polícia Foto: Rodrigo Philipps / Agencia RBS
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 Dois anos depois, o homem acusado de esfaquear a mulher em frente ao filho - à época com dois anos e oito meses — sobe no banco dos réus nesta terça-feira (16) em Joinville. O crime aconteceu em janeiro de 2016, no bairro Comasa, na zona Leste da cidade. Moisés Bispo Barros da Silva, 40 anos, foi denunciado pelo Ministério Público (MP) por matar a companheira, Sueli Padilha, com 13 facadas. Além do filho da vítima, um cachorro cuidado pela família e por vizinhos, Bobby, passou pelo portão e também permaneceu na cena do crime.  

A sessão do júri ocorre no Fórum da Cidade e será presidida pela juíza Karen Schubert Reimer. Durante o julgamento, previsto para começar às 9 horas, serão ouvidas seis testemunhas de acusação e duas de defesa, além do réu que deve ser ouvido ao final da sessão. O promotor Carlos José Engel será responsável pela acusação ser, já a defesa do réu fica a cargo da advogada Lauana de Lima Bezerra. 

Em março de 2016, Moisés foi denunciado pelo Ministério Público (MP) pela prática de homicídio qualificado por motivo fútil. Para a acusação, o crime foi praticado com recurso que dificultou a defesa de Sueli e por razão de a vítima ser mulher (feminicídio) em contexto de violência doméstica e familiar. Além disso, a acusação ainda pede que a pena por feminicídio possa ser aumentada em um terço até a metade já que o crime aconteceu na presença do filho pequeno da vítima. Se condenado, o réu poderá pegar de 12 a 30 anos de reclusão. 

O que diz a defesa

De acordo com a advogada de defesa do réu, Lauana de Lima Bezerra, a defesa do acusado se baseia no artigo 45 da Lei Antidrogas, sancionada em 2006, que prevê a isenção da pena os agentes que, em razão da dependência, ou sob o efeito de droga, era, ao tempo da ação ou da omissão, qualquer que tenha sido a infração penal praticada, inteiramente incapaz de entender o caráter ilícito do fato ou de determinar-se com esse entendimento. 

— A tese da defesa é em razão do cometimento do crime sob efeito de drogas (crack), ele era viciado e quatro testemunhas das seis arroladas pelo MP confirmam isso, inclusive os dois vizinhos da vítima, um deles afirmou no depoimento que eles faziam uso de drogas “uma da latinha” — explica a advogada. 

Relembre o caso

Sueli foi esfaqueada por volta das 4 horas do dia 22 de janeiro de 2016, em uma casa no bairro Comasa, na zona Leste da cidade. O filho dela, à época com dois anos e oito meses, presenciou o fato e permaneceu ao lado da mãe até a chegada do Serviço Médico de Emergência. Um cachorro da vizinhança, Bobby, se juntou ao menino e também permaneceu no local. A vítima foi encaminhada ao Hospital Municipal São José, onde passou por diversas cirurgias e ficou internada por pouco mais de um mês. 

 JOINVILLE,SC,BRASIL,15-10-2018.Juri popular do hmem que matou sua esposa no bairro Comasa em 22-01-2016.O crime ocorreu na rua Matos Costa esquina com a rua Vicente Celestino.(Foto:Salmo Duarte/A Notícia)
Crime ocorreu na rua Matos Costa esquina com a rua Vicente CelestinoFoto: Salmo Duarte / A Notícia

A mulher não resistiu aos ferimentos e no dia 28 de fevereiro morreu no hospital. Já a criança foi encaminhada para a casa de uma tia. Na época do crime, vizinhos e familiares relataram à polícia que o casal estava junto havia poucos meses. Moisés foi preso dias depois do assassinato em Cascavel, no Paraná. 

Na data, o réu relatou que era usuário de drogas há pelo menos quinze anos e conheceu Sueli por este motivo, que também era dependente química. Ele informou à polícia que, no dia do crime, havia recebido um dinheiro e teria usado parte da quantia para utilizar drogas com a mulher. O resto do valor teria sido entregue à Sueli para ela compras mais drogas. 

Ainda no relato do homem à polícia, ele disse que horas depois Sueli retornou a casa na companhia de outro homem, momento em que ele passou a desconfiar que ela tivesse o traindo. Depois, os dois começaram uma discussão e, ainda conforme depoimento de Moisés, a vítima teria pegado uma faca para atingi-lo. Em seguida, o réu pegou uma faca e atingiu a vítima com 13 golpes.  Após o crime, Moisés fugiu sem prestar socorro à Sueli e permanece preso no Presídio Regional de Joinville. 

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