Sesc Joinville promove semana para discutir consequências do regime militar no Brasil - A Notícia

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Cultura25/09/2018 | 17h30Atualizada em 25/09/2018 | 17h30

Sesc Joinville promove semana para discutir consequências do regime militar no Brasil

Exibições de filmes e rodas de debate estão na programação do evento "1968 - 50 anos depois"

Sesc Joinville promove semana para discutir consequências do regime militar no Brasil Peu Robles/João e Maria
Dona Adalgisa, camponesa da região do Araguaia, que foi torturada e teve a casa queimada pelo Exército brasileiro Foto: Peu Robles / João e Maria
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Desde o início da semana, o Sesc Joinville promove o evento "1968 - 50 anos depois", com objetivo de possibilitar a reflexão sobre os 50 anos da instauração do Ato Institucional nº 5 (AI-5), decreto assinado em 13 de dezembro de 1968 pelo então presidente Costa e Silva e considerado o início do período mais duro do regime militar brasileiro,  que durou de 1964 a 1985.  O AI-5 permitia que o Presidente da República decretasse a intervenção nos estados e municípios, sem as limitações previstas na Constituição; suspendesse os direitos políticos de qualquer cidadão pelo prazo de dez anos e cassasse mandatos eletivos federais, estaduais e municipais.

Nesta quarta-feira, 25, será exibido "Tatuagem", filme de Hilton Lacerda lançado em 2013. O drama mostra o desenvolvimento e as dificuldades de um romance entre dois homens durante o regime militar — um deles, um soldado que vive em um quartel.

Na quinta-feira, será exibido o documentário "Verdade 12.528", de Paula Sacchetta e Peu Robles, sobre a Comissão Nacional da Verdade. Esta exibição faz parte da programação Diálogos Urgentes de Cinema 2018, que ocorre mensalmente em unidades do Sesc em Santa Catarina, com debate após o filme. 

O debate será guiado por Maikon Jean Duarte, historiador e membro do Centro de Direitos Humanos Maria da Graça Bráz; Rhuan Carlos Fernandes, estudante de História da Univille e membro do movimento negro Maria Laura; Mariana Vieira Gomes, presidenta da Comissão de Direitos Humanos e Cidadania da OAB de Joinville; e Cynthia Pinto da Luz, assessora jurídica do Centro de Direitos Humanos Maria da Graça Bráz, de Joinville.

Na sexta-feira, artistas da cidade participam de uma mesa-redonda sobre as consequências e resistências na arte em relação ao AI-5 e ao regime. Participam a escritora Melanie Peter, a musicista Semitha Cevallos e os atores e diretores Robson Benta e Cristovão Petry.

O evento ocorre sempre às 19 horas, no Teatro do Sesc, na rua Itaiópolis, 470. A entrada é gratuita.

 

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