Comerciantes aprovam retirada dos tapumes na praça Dario Salles, em Joinville - A Notícia

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Segurança25/09/2018 | 18h00Atualizada em 25/09/2018 | 18h00

Comerciantes aprovam retirada dos tapumes na praça Dario Salles, em Joinville

Eles pedem atuação mais efetiva da Guarda Municipal para reduzir a criminalidade na região

Comerciantes aprovam retirada dos tapumes na praça Dario Salles, em Joinville Salmo Duarte/A Notícia
Tapumes foram retirados, mas grades permaneceram Foto: Salmo Duarte / A Notícia

Os comerciantes e pedestres que passam pela região da praça Dario Salles aprovaram a retirada dos tapumes que ficavam em volta do espaço público, no Centro de Joinville. Segundo eles, a criminalidade diminuiu, mas ainda é necessário aumentar o número de rondas da Guarda Municipal para coibir o retorno dos crimes no local, que é usado como apoio para as obras de macrodrenagem do rio Mathias.

Há duas semanas, a reportagem de "AN" mostrou o descontentamento de proprietários de estabelecimentos com o aumento de assaltos e do consumo e tráfico de drogas no interior do local. Um dia depois, a Prefeitura decidiu remover o material do entorno da praça. Agora também está podando as árvores e novas flores são plantadas nos canteiros.

— A situação melhorou muito e agora nós até vemos casais e famílias sentando e descansando nos bancos da praça — conta a comerciante Daniela de Brito.

 JOINVILLE,SC,BRASIL,25-09-2018.Retirada dos tapumes na Praça Dario Sales.(Foto:Salmo Duarte/A Notícia)
Carro da Guarda Municipal na praçaFoto: Salmo Duarte / A Notícia

Reivindicação por segurança mais efetiva

Ela afirma que a segurança ainda pode ser mais efetiva, apesar das melhorias observadas após a retirada dos tapumes. Segundo Daniela, a presença da Guarda Municipal não tem sido com a frequência ideal para afastar os usuários e traficantes. Eles ainda consomem e vendem drogas, mas com menor intensidade do que antes.

O topógrafo Aderbal de Souza, 54 anos, passa frequentemente pela praça e também defende uma maior atuação dos órgãos de segurança no local. Segundo ele, a retirada dos tapumes já ajudou porque dá mais visibilidade para o local, evitando que as pessoas fiquem escondidas e surpreendam os pedestres.

— Acho que ainda falta uma limpeza geral aqui para e fazer a praça voltar a funcionar novamente.

O aposentado Nilton Fermino, 71 anos, foi outro pedestre que notou melhorias no espaço público. Pelo menos uma vez por mês ele passa pelo local e já chegou a ver pessoas usando drogas. Agora, ele se sente mais seguro porque é possível ver de longe quem está na praça.

— Antes era bem difícil eu parar para sentar nos bancos porque eu até tinha medo de ficar aqui — conta.

Em nota, a Prefeitura de Joinville informou que a Guarda Municipal realiza rondas na região da praça Dario Salles. Segundo o município, foram detidas pessoas suspeitas de tráfico de drogas na semana passada. Os moradores e comerciantes podem fazer denúncias pelo telefone 153.

 JOINVILLE,SC,BRASIL,25-09-2018.Retirada dos tapumes na Praça Dario Sales.(Foto:Salmo Duarte/A Notícia)
Local é usado como apoio para obras de macrodrenagem do rio MathiasFoto: Salmo Duarte / A Notícia

Comerciantes pedem conclusão de obra

Após conseguirem a retirada dos tapumes da praça, os comerciantes da região também querem que a obra de macrodrenagem do rio Mathias seja concluída. A Dario Salles foi fechada para a instalação de um canteiro de obras em junho de 2014, com previsão de reabertura para o ano seguinte, mas até o momento permanece parcialmente cercada por grades.

A Prefeitura informou que uma parte da praça está servindo, provisoriamente, de suporte à construção da estação de bombeamento, que faz parte das obras de macrodrenagem do rio Mathias. Quando os trabalhos forem finalizados, o espaço será revitalizado.

Toda a obra tinha prazo para ser concluída em 2016. No entanto, a finalização ficou para o segundo semestre do próximo ano, devido às paralisações e demora nos trabalhos gerados por readequações no projeto e atrasos de repasse pelo governo federal. Inicialmente, o projeto previa um custo de R$ 65,2 milhões - a ser pago com recursos do PAC - e R$ 1,5 milhão do município.

Nas últimas semanas, as obras de macrodrenagem ganharam mais um capítulo. O Ministério Público Federal entrou com uma ação judicial em que pede uma indenização a quem teve prejuízos com as obras, além do cancelamento do contrato e a realização de nova licitação.

 

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