Aterro sanitário de Joinville tem mais cinco anos de vida útil - A Notícia

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Meio ambiente 25/09/2018 | 10h06Atualizada em 25/09/2018 | 10h06

Aterro sanitário de Joinville tem mais cinco anos de vida útil

Empresa responsável pela coleta e tratamento dos resíduos planeja ampliar a área para que possa absorver a demanda pelo menos até 2033

Aterro sanitário de Joinville tem mais cinco anos de vida útil Salmo Duarte/A Notícia
Lixo domiciliar de Joinville e Balneário Barra do Sul são encaminhados ao aterro para depósito e tratamento Foto: Salmo Duarte / A Notícia

A atual estrutura do aterro sanitário de Joinville tem capacidade para receber lixo por mais cinco anos. Diante da necessidade de estender a vida útil do espaço, a empresa responsável pela coleta e tratamento dos resíduos sólidos planeja ampliar a área para outros dois terrenos ao lado do espaço já existente. Isso garantiria o armazenamento e tratamento do lixo, pelo menos, até 2033. 

As estimativas são de Luiz Antônio Weinand, gerente regional da Ambiental. Ele conta que uma obra para unir o atual aterro a um antigo, localizado ao lado, está em andamento para ampliar a capacidade. Isso garante mais cinco anos de vida útil à estrutura. Como as obras ainda estão em andamento, ele não sabe informar qual é o tamanho da nova área a ser criada. 

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Além disso, há duas áreas no terreno ao lado que poderão servir para expansão da estrutura em mais 100 mil metros quadrados nos próximos anos. Segundo Weinand, a previsão é de que eles comecem a ser usados daqui a quatro ou cinco anos para ampliar em mais dez anos a capacidade do aterro. 

— Com todas essas ampliações, vejo que ainda tem mais 15 anos (de vida útil). O sistema de tratamento está adequado para ir recebendo essas ampliações — afirma.

Para ele, uma das alternativas para o futuro da coleta e tratamento de resíduos é a instalação de usinas nos municípios brasileiros. Segundo o gerente, Curitiba e a região metropolitana da capital paranaense criaram uma associação e já decidiram implantar nos próximos anos esse tipo de estrutura. Ele acredita que essa pode ser uma inspiração para Joinville ao longo das próximas décadas. 

 JOINVILLE,SC,BRASIL,21-09-2018.Aterro Sanitário de Joinville,(Foto:Salmo Duarte/A Notícia)
Aterro tem 400 mil m2 e já recebeu 4 milhões de toneladas de lixoFoto: Salmo Duarte / A Notícia

O aterro joinvilense tem área de 400 mil metros quadrados e já recebeu em torno de 4 milhões de toneladas de resíduos em quase 30 anos. A estrutura foi instalada em 1988, e a Ambiental passou a administrar o serviço em 1991. Anteriormente, todo o lixo da cidade era despejado no local sem nenhum tratamento. 

Hoje o aterro recebe 12 mil toneladas de resíduos sólidos por mês. Eles são compostos, em média, por cerca de 10 mil toneladas de resíduos domiciliares, 1,5 mil toneladas de lixo público, 70 toneladas de lixo hospitalar, 200 toneladas de resíduos de Balneário Barra do Sul e o restante de materiais, dos cemitérios de Joinville, que é encaminhado pela Secretaria de Agricultura e Meio Ambiente (Sama).  

Como funciona  a estrutura 

O gerente da Ambiental afirma que a coleta de resíduos consegue atender toda a cidade. Os caminhões passam, no mínimo, três vezes por semana no perímetro urbano, e uma ou duas vezes na área rural, dependendo da região. 

 JOINVILLE,SC,BRASIL,21-09-2018.Aterro Sanitário de Joinville,(Foto:Salmo Duarte/A Notícia)
Decomposição dos resíduos gera um líquido chamado chorume, que passa por um tratamento para depois retornar à naturezaFoto: Salmo Duarte / A Notícia

Os resíduos são recebidos e depois decompostos. Nesse processo, é gerado gás metano – queimado após a liberação – e o chorume. Esse líquido passa por um tratamento, que pode demorar até 30 dias, para depois voltar à natureza quando estiver dentro dos parâmetros estabelecidos pelos órgãos ambientais. Hoje, são tratados quatro litros por segundo de chorume. 

— Temos um cuidado durante 24 horas por dia para atender aos parâmetros porque a composição dele pode mudar, dependendo do clima — explica Weinand.

Além disso, uma empresa certificada pelos órgãos ambientais faz uma visita mensal ao aterro para coletar amostras de chorume e realizar as análises do material. Segundo o gerente regional, a estrutura de tratamento do líquido também está em obras para ampliar e modernizar o sistema. Desta forma, será possível tratar seis litros por segundo. 

Reciclagem pode ajudar a estender prazo do espaço 

 JOINVILLE,SC,BRASIL,21-09-2018.Aterro Sanitário de Joinville,Luiz Antonio Weinand.(Foto:Salmo Duarte/A Notícia)
Weinand defende que uma das alternativas para o futuro da coleta e tratamento de resíduos é a instalação de usinasFoto: Salmo Duarte / A Notícia

De acordo com Weinand, 60% de todos os resíduos recebidos pelo aterro sanitário são orgânicos ou de rejeitos (ou seja, que não têm possibilidade de recuperação ou reutilização). Os demais 40% poderiam ser reciclados, mas, por falta da separação correta pela população, são descartados com os demais. Atualmente, são recicladas mensalmente cerca de 800 toneladas de resíduos, o que corresponde a aproximadamente 6% de todo o lixo produzido.

— Eu acho que se tivéssemos 2,3 mil toneladas de lixo reciclado, seria um número excelente para a cidade e ajudaria a diminuir o que vem para o aterro — aponta.

Para Weinand, o aumento da reciclagem passa pela mudança de cultura da população. Um exemplo é um programa de educação ambiental que passa pelas escolas de Joinville. Eles apresentam uma peça de teatro sobre lixo, esgoto e cuidados com o meio ambiente. Segundo Weinand, na região por onde o grupo passa, a reciclagem aumenta cerca de 30% na mesma semana. 

— A criançada leva isso para casa, mas não são todos os pais que mudam. É um trabalho de formiguinha — explica. 

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