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Saúde19/08/2018 | 19h00Atualizada em 20/08/2018 | 12h23

Equipamentos quebrados atrasam cirurgias ortognáticas em Joinville

Pacientes que estavam prontos para procedimento ortodôntico agora não tem data para realizar as operações

Equipamentos quebrados atrasam cirurgias ortognáticas em Joinville Salmo Duarte/A Notícia
Naiara, de 20 anos, começou a preparação para a cirurgia há quatro anos e investiu cerca de R$ 10 mil no tratamento Foto: Salmo Duarte / A Notícia

Os pacientes na fila para a cirurgia ortognática em Joinville estão há dois meses à espera do conserto dos equipamentos utilizado neste procedimento no Hospital São José, sem respostas ou uma data para a reativação dos agendamentos. Essa cirurgia é recomendada para quem possui algum tipo de deformidade óssea na região bucomaxilofacial: por meio de cortes ósseos, ela reposiciona os maxilares para que tenham melhor engrenamento dentário e melhorem a estética dos rosto.

Entre os pacientes está Naiara Formagi Lamin, 20 anos, que estava prestes a passar pelo momento com o qual sonhava desde os 11 anos quando recebeu a notícia de que os três aparelhos estavam estragados. Naiara descobriu o problema de saúde no fim da infância e, aos 16 anos, começou a preparação para a cirurgia bucomaxilofacial, que só deve ser feita após o término do crescimento.

— Antes da cirurgia é necessário fazer o alinhamento dos dentes, e isso não tem cobertura pelo SUS, tem que ser feito em consulta particular. Foi uma batalha bem grande porque meu caso é tipo 3, que é o mais severo — conta ela.

A liberação para a cirurgia pelo sistema público de saúde veio em 4 de junho, depois de um investimento de pelo menos R$ 10 mil na rede particular para o pré-operatório. Se fizesse a cirurgia em hospital particular, o custo poderia chegar a R$ 60 mil apenas para o procedimento. Naiara encaminhava a documentação quando ficou sabendo que outras cirurgias haviam sido canceladas, com a previsão de serem retomadas em um mês. 

No entanto, a fila parou e ninguém mais foi contactado para realizar o procedimento. Nas últimas semanas, nem Naiara nem os outros pacientes conseguem ser atendidos pela Secretaria Municipal de Saúde ao buscarem mais informações. 

Atraso no procedimento pode retroceder tratamento 

Enquanto isso, ela se preocupa que o investimento feito até agora seja perdido. O período pré-operatório garante que os dentes estejam na posição exata para a realização da cirurgia, mas eles podem começar a desalinhar com o tempo e a jovem precisaria retroceder no tratamento. A demora para a correção da assimetria facial também atrasa o dia em que Naiara terá maior qualidade de vida.

— Já perdi parte da audição e não consigo respirar pelo nariz, só pela boca. Também tenho muita dor, a ponto de precisar tomar morfina na unidade de saúde, e enxaqueca tensional. E há muitos anos não como carne, nem nada que exija esforço na mastigação — explica ela. 

Contraponto

Em forma de nota, a Prefeitura de Joinville informou que está providenciando o conserto do equipamento para a cirurgia bucomaxilofacial no Hospital São José e que, assim que ocorrer a reativação do mesmo, será feito o agendamento para a cirurgia. Segundo a Prefeitura, o equipamento precisa que uma peça do equipamento seja trocada e a Secretaria da Saúde está verificando essa troca com o fornecedor. 

Do início do ano até o início de junho, 17 cirurgias ortognáticas foram realizadas no Hospital São José. Mas, neste momento, não há previsão de novos agendamentos.

 

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