Caminhada contra a descriminalização do aborto é realizada em Joinville - A Notícia

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Discussão12/08/2018 | 14h47Atualizada em 12/08/2018 | 14h47

Caminhada contra a descriminalização do aborto é realizada em Joinville

Participantes usaram faixas, cartazes e camisetas pra andar pelas ruas da região central

Caminhada contra a descriminalização do aborto é realizada em Joinville Kleber Pizzamiglio/NSC TV
Participantes se reuniram em frente ao Centreventos Cau Hansen Foto: Kleber Pizzamiglio / NSC TV

Uma caminhada ecumênica contra a descriminalização do aborto, promovida por grupos religiosos,  foi realizada neste sábado em Joinville. Eles usaram faixas, cartazes e camisetas para andar pelas ruas da região central até a praça da Bandeira. O objetivo foi fazer com que o manifesto chegue até Brasília, onde o tema está sendo discutido no Superior Tribunal Federal (STF).

— Nós queremos declarar que o STF respeite e aceite o que está na Constituição — afirmou David Paulo, presidente do Conselho de Pastores.

A ação pede que o aborto deixe de ser crime até o terceiro mês de gestação. Além disso, quer suspender as prisões em flagrante, os inquéritos e as ações que já estão em andamento sobre o assunto. Para o bispo Dom Francisco Carlos Bach, da Diocese de Joinville, o foco da discussão está errado.

— Parte-se do princípio da mãe. Nós temos que cuidar da mãe e aí tem a necessidade de saúde pública para esse cuidado. Mas o ponto de partida é o feto, ele é que não pode ser sentenciado à morte no caso de um aborto — defendeu.

Caminhada contra a descriminalização do aborto em Joinville
Carro de som foi usado durante a caminhadaFoto: Kleber Pizzamiglio / NSC TV

Como está a discussão no STF

O Superior Tribunal Federal retomou as audiências para discutir o tema. Mais de 70 especialistas foram ouvidos nos encontros realizados pelo tribunal. Com base nos depoimentos apresentados por grupo pró e contra a descriminalização a ministra relatora do projeto, Rosa Weber, vai apresentar o voto. Ainda não há uma data marcada para que o assunto seja discutido no plenário do STF.

Como é no Brasil e na América Latina

No Brasil, o aborto atualmente é permitido em três casos. Quando a gravidez é resultado de um estupro; quando existe risco de vida para a mulher e se o feto for anencéfalo, ou seja, se tiver alguma deformação no cérebro. Agora o Supremo discute a possibilidade da descriminalização do aborto com até doze semanas de gravidez.

Em toda a América Latina, apenas em Cuba, Guiana, Porto Rico e Uruguai o aborto é liberado. O tema gerou protestos contra e favor nesta semana na Argentina. A proposta dava o direito à mulher interromper a gestação até a décima quarta semana, mas o Congresso rejeitou a legalização. 

 

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