Moradores e comerciantes reclamam da demora das obras do rio Mathias em Joinville - A Notícia

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Cidade31/07/2018 | 10h00Atualizada em 31/07/2018 | 10h01

Moradores e comerciantes reclamam da demora das obras do rio Mathias em Joinville

População enfrenta transtornos e prejuízos com o atraso na finalização

Moradores e comerciantes reclamam da demora das obras do rio Mathias em Joinville Salmo Duarte/A Notícia
Rua Jerônimo Colho está interditada da esquina com a Avenida Paulo Medeiros até a Rua Itajaí Foto: Salmo Duarte / A Notícia

A demora na conclusão da obra de macrodrenagem do rio Mathias gera reclamações e preocupação em moradores e comerciantes de Joinville.  Há quatro anos, eles convivem com máquinas e tapumes na região Central. Inicialmente, o prazo para conclusão dos trabalhos era em 2016, depois de paralisações e atraso nos trabalhos, a finalização ficou para dezembro de 2018. Agora, com 55% da obra concluída, a nova previsão da Secretaria Municipal de Infraestrutura Urbana (Seinfra) é finalizar até o segundo semestre de 2019.  

Para os moradores que residem por onde a drenagem do rio Mathias passa, a rotina diária é conviver com buracos, máquinas espalhadas no meio da rua e valas abertas. A implantação das galerias pluviais exige que vias de bastante movimento sejam fechadas parcial ou totalmente. Para a população, essa interdição provoca transtornos e, nos casos onde há atrasos, bastante prejuízo.  

— O movimento no meu comércio caiu bastante, quase que pela metade, quando a rua Itajaí estava fechada. Agora abriram uma parte, mas a Rua Jerônimo Coelho está tão ruim que as pessoas não querem passar por aqui — conta Gilberto Safanelli, 50 anos, que tem uma lanchonete perto da esquina das duas vias.

Fora a diminuição do movimento, o comerciante citou que a obra também acarreta dificuldades para quem precisa transitar pelo Centro. Ele citou o exemplo dos bailarinos que estiveram na cidade na última semana para o Festival de Dança, já que as duas ruas dão acesso para lojas, comércios e ainda um dos palcos abertos da edição. Segundo Gilberto, os ônibus de turismo não conseguiram passar pelo local e andar pelas calçadas foi tarefa difícil.

 JOINVILLE,SC,BRASIL,26-07-2018.Obras do Rio Mathias,rua Jerônimo Coelho esquina com rua Itajaí.Gilberto Safanelli,comercianta da rua Jerônimo Coelho.(Foto:Salmo Duarte/A Notícia)
Gilberto Safanelli conta que o movimento no comércio caiu pela metadeFoto: Salmo Duarte / A Notícia

— Era até perigoso para os bailarinos passarem aqui e se machucarem. Já pensou antes de se apresentar? Parece que esqueceram a nossa cidade, é uma vergonha para nós e também para quem chega aqui — desabafa.

O comerciante ainda disse que observou os materiais para instalar a galeria chegar e muitos deles vieram quebrados ou com defeitos, o que pode ter resultado nos atrasos, já que as peças precisaram ser trocadas. Além disso, em duas ocasiões neste ano, ele já precisou levantar os aparelhos e móveis porque a água invadiu o estabelecimento.

 Clique e confira mapa com o andamento das obras.  

 Segundo Thalles Vieira, a obra é realizada em etapas para minimizar os impactos sentidos pela população e a secretaria trabalha para diminuir os transtornos diariamente, tomando todo o cuidado ao ultrapassar a área do centro e monitorando possíveis interferências.  Apesar de já ter diminuído um pouco o problema com a enchente, segundo o diretor executivo, a redução total só ocorrerá quando a rede estiver totalmente conectada e o sistema de drenagem concluído.

— Estamos trabalhando o máximo para diminuir o desconforto com a obra, o Seinfra entende que gere transtornos, principalmente na região do comércio, mas estamos trabalhando para minimizar — garante. 

MPF acompanhará andamento da obra

 JOINVILLE,SC,BRASIL,26-07-2018.Obras do Rio Mathias,rua Jerônimo Coelho esquina com rua Itajaí.Galeria.(Foto:Salmo Duarte/A Notícia)
Comerciante conta que alguns materiais para instalar as galerias na Jerônimo Coelho vieram quebrados ou com defeitos Foto: Salmo Duarte / A Notícia

Após os atrasos e transtornos, o Ministério Público Federal (MPF) abriu procedimento para acompanhar o andamento da drenagem do rio Mathias, com custo estimado de R$ 50 milhões. Um dos questionamentos feitos é sobre a fiscalização das obras de instalação das galerias.

 — Nós tivemos muito prejuízo, por causa do atraso dessa obra. Eu quero que os responsáveis sejam responsabilizados — reclama a empresária Fabiane Simsen, 31 anos, que reside e possui um comércio na rua Fernando de Noronha

A implantação das galerias na via em que ela reside foi finalizada a cerca de um mês, mas o prazo para conclusão era dois meses antes. Durante a execução, Fabiani também viu o movimento no estabelecimento cair 85% e ela diz que os atrasos foram causados por retrabalho e falta de fiscalização. Ainda que a instalação esteja concluída, os moradores informaram que falta a sinalização horizontal e quando chove o esgoto volta pelos bueiros. 

De acordo com o diretor executivo do Seinfra, um cronograma detalhado da obra já está sendo elaborado. Além disso, diariamente uma comissão de fiscalização acompanha o andamento dos trabalhos, contando com profissionais técnicos habilitados.  A Seinfra informa que as obras devem avançar ainda mais para a região central nos próximos meses, porém ainda não há prazo definido para iniciar essas etapas, mas serão subsequentes aos trabalhos na Rua Jerônimo Coelho.

 
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