Festival de Dança de Joinville rompe fronteiras e movimenta economia e o turismo de Santa Catarina - A Notícia

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Economia17/07/2018 | 10h02Atualizada em 19/07/2018 | 12h07

Festival de Dança de Joinville rompe fronteiras e movimenta economia e o turismo de Santa Catarina

Evento começa nesta terça-feira (17) e tem impacto direto na rede hoteleira, aeroporto, comércio e área gastronômica da região

Festival de Dança de Joinville rompe fronteiras e movimenta economia e o turismo de Santa Catarina Maykon Lammerhirt/Agencia RBS
Festival de Dança está na 36ª edição Foto: Maykon Lammerhirt / Agencia RBS

Os resultados econômicos produzidos durante o Festival de Dança de Joinville, que começa nesta terça-feira (17), são intangíveis. Isso porque movimenta uma cadeia de serviços ampla, que vai dos embarques e desembarques nos terminais aéreos e rodoviários, até os tickets de hospedagem, alimentação e compras no comércio. Há ainda geração de cerca de mil empregos diretos e indiretos na produção do evento.

Outros resultados que se seguem são os negócios fechados durante a Feira da Sapatilha, a maior do gênero na América Latina, com 88 expositores de produtos e serviços em mais de dois mil metros quadrados. Um giro econômico e turístico que envolve mais de sete mil participantes e público espectador de 230 mil pessoas durante 12 dias de espetáculos.

Segue a isso, o consenso entre os especialistas do setor turístico de que os impactos econômicos não se restringem a Joinville e contemplam outros municípios catarinenses.

— O Festival de Dança é o melhor evento para o setor hoteleiro, de bares, restaurantes e para o comércio joinvilense. Um exemplo são os competidores adolescentes que vêm acompanhados da família e, enquanto fazem suas atividades, os demais aproveitam para conhecer a região. Eles preparam roteiros com antecedência e fecham passeios no Barco Príncipe, visitam Balneário Camboriú, conhecem o Beto Carrero World, em Penha. Muitos também fazem um circuito pelo Vale do Itajaí, em Blumenau e Pomerode — revela Raulino Schmitz, presidente do Sindicato de Hotéis, Restaurantes, Bares e Similares de Joinville.

Segundo ele, no setor hoteleiro de Joinville, os dias que compreendem o festival são os mais esperados do ano, pois a média de ocupação dos 6,5 mil leitos da cidade, de 53%, ultrapassa os 85% no período. A mesma proporção de crescimento é avaliada para os bares e restaurantes locais.

No Aeroporto de Joinville, o mês de julho também, historicamente, registra movimentação maior. Desde 2008, o registro de aumento é de 10% de viajantes no comparativo com junho. Conforme a Infraero, entre 13 e 29 de julho são esperados cerca de 24 mil passageiros, entre embarques e desembarques. Para atender a demanda extra, o terminal aumentou de 32 para 41 cabines sanitárias, reforçou suas equipes de trabalho e intensificou a fiscalização das áreas de embarque e desembarque até o fim do festival-escola.

Já o Joinville e Região Convention & Visitors Bureau, responsável fomentar a cadeia produtiva do turismo, de negócios e eventos, aponta que apesar de não haver números absolutos do impacto financeiro do festival para a cidade, em eventos desse porte, o ticket médio diário gira em torno de R$ 350, por pessoa. A entidade também aproveita o festival como chamariz para concorrer por grandes eventos.

— O Festival de Dança gera uma mídia espontânea muito grande para Joinville, nacionalmente e até internacionalmente, e ajuda a promover a cidade como destino turístico. Esse reconhecimento é importante também para o setor, porque facilita na captação de eventos frente a outros destinos do país — cita Vanessa Venzke Falk, presidente da entidade. 

 

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