Festival de Dança de Joinville: alojamentos são solução para orçamento curto - A Notícia

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Arte26/07/2018 | 08h00Atualizada em 26/07/2018 | 09h34

Festival de Dança de Joinville: alojamentos são solução para orçamento curto

O evento oferece acomodações gratuitas em três escolas públicas, em um total de 700 vagas para os participantes

Festival de Dança de Joinville: alojamentos são solução para orçamento curto Salmo Duarte/A Notícia
O Grupo Cultura do Guetto veio a Joinville de carro, ficou em alojamento e receberam premiações na Mostra Competitiva Foto: Salmo Duarte / A Notícia

Depois de mais de mil quilômetros rodados e 17 horas de viagem, o grupo Cultura do Guetto desembarcou em Joinville para se apresentar no 36º Festival de Dança de Joinville. Os doze integrantes decidiram viajar de carro de Belo Horizonte até à cidade para viabilizar financeiramente o sonho de participar, em mais um ano, da competição na categoria Danças Urbanas. Com o orçamento apertado, os dançarinos escolheram se hospedar em um dos três alojamentos coletivos disponíveis.

Na cidade desde 17 de julho, eles estão acomodados na Escola Governador Celso Ramos, no bairro Bucarein. Ainda que estruturada, a unidade passa longe do conforto de um hotel. Ali, os bailarinos dormem no chão em colchões trazidos por eles, fazem as refeições na sala de aula e estendem as roupas e toalhas entre as cadeiras e carteiras do prédio. No entanto, as limitações de espaço não foram barreiras para impedir o grupo de levar para casa o título conquistado no Festival:  a primeira e a terceira colocação na categoria solo masculino sênior de Danças Urbanas, com as coreografias A Bolha e Entre linhas, respectivamente. 

De acordo com Gladstone Navarro dos Santos, coreógrafo do grupo, depois da viagem cansativa, a equipe desfez as malas e passou a ensaiar, incessantemente, no ginásio e nos corredores do colégio. Veterano na competição, ele conta que o grupo escolheu se hospedar no alojamento por ser uma boa opção de custo e benefício, já que o valor da diária é baixo, custando cerca de R$ 20.

– Nós quase não saímos do alojamento. Nem para conhecer a cidade porque precisamos focar nos ensaios. E nem para fazer as oficinas, já que não temos muito dinheiro – explica Gladstone.

Tecnologia para matar a saudade da família

Os mineiros contam que, inicialmente, estranharam um pouco o clima da cidade, já que quando chegaram ainda estava frio. Além disso, os jovens aproveitam a tecnologia para driblar outra situação enfrentada pelo grupo: a saudade dos familiares e amigos que não puderam vir e assistir as apresentações. Todos os dias, os corredores do alojamento são usados para ligações telefônicas e conversas em tempo real para se sentir um pouco perto de casa.

Segundo os bailarinos, nem as noites frias – para os padrões mineiros – ou a saudade atrapalharam na preparação. Os ensaios intensos renderam, não apenas os dois títulos no Festival, como também, a indicação de Gladstone ao prêmio de melhor coreógrafo.

– A gente se sente pequenininho no palco daquele tamanho. Quando vi que ganhei, eu chorava e ria ao mesmo tempo, também fiquei gritando "eu vou desmaiar" – relembra o bailarino André Calton, 22 anos, que conquistou o primeiro lugar na categoria solo.

O tipo de estadia do grupo belo-horizontino é uma realidade comum a várias outras companhias de dança que vêm à Joinville durante o Festival, principalmente quando o orçamento é menor e é preciso economizar para participar. As acomodações coletivas estão disponíveis para os participantes da Mostra Competitiva, Meia Ponta, Palcos Abertos, Seminários, Cursos e Oficinas.

Um total de 700 vagas são oferecidas nos três alojamentos. Até ontem, 552 pessoas estavam hospedadas nas acomodações, sendo 240 na Escola Celso Ramos, 84 no Colégio Germano Timm e 228 no Recanto da Paz. O número pode mudar diariamente, já que muitos bailarinos não permanecem na cidade durante todo o período de Festival.

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